Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Traficantes jogam cabeça de rival em principal via de Madureira

Moradores de Madureira, na Zona Norte, ficaram chocados na última quinta-feira com uma cena de terror. Apesar de o Morro da Serrinha estar ocupado pela Polícia Militar, bandidos saíram da favela em uma Blazer preta e, na Avenida Edgar Romero, a principal do bairro, deram tiros para o alto e jogaram para fora do carro a cabeça de Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, traficante que comandou a invasão à comunidade.

Sexta, 05 de Novembro de 2010 às 10:50, por: CdB

Moradores de Madureira, na Zona Norte, ficaram chocados na última quinta-feira com uma cena de terror. Apesar de o Morro da Serrinha estar ocupado pela Polícia Militar, bandidos saíram da favela em uma Blazer preta e, na Avenida Edgar Romero, a principal do bairro, deram tiros para o alto e jogaram para fora do carro a cabeça de Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, traficante que comandou a invasão à comunidade. Para evitar retaliações à morte do bandido, policias do 41º BPM (Irajá) realizaram operação no Cajueiro e prenderam dois supostos comparsas de Parazão, identificados como Xuxa e Playboy. Com eles havia maconha e cocaína. No fim da tarde, PMs do Bope encontraram drogas, arma, granadas, munição e moto roubada. O tenente-coronel Alexandre Fontenelle, comandante do 41º BPM, suspeita que Parazão tenha sido baleado em confronto com policiais na noite de terça-feira. Moradores, entretanto, têm versão diferente. Segundo eles, após a invasão, Parazão cometia barbaridades e, na noite de quarta-feira, estava numa casa sem seguranças ao redor. Rivais do TCP invadiram o local, mataram o bandido e depois desfilaram pela favela exibindo a cabeça. Até o ano passado, Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, era homem de confiança de Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, chefe do tráfico da Serrinha. O rompimento entre os dois ocorreu após a encomenda de dez fuzis que haviam sido roubados em São Paulo. Investigações da Polícia Civil indicam que Parazão teria pego o dinheiro da compra das armas, roubado outros fuzis e mudado de lado, deixando o Terceiro Comando Puro e se aliando ao Comando Vermelho. Desde então, Parazão, que se abrigou nos complexos da Penha e do Alemão, passou a atacar o morro para tentar assumir o controle do tráfico. Ao longo dessa guerra, no entanto, Parazão ficou na berlinda entro os novos comparsas. Nas invasões, lideradas por Luiz Claudio Serrat Correa, o CL, e Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, o Biscoito, várias armas foram perdidas. Enquanto curiosos comentavam a cena de terror e policiais cercavam o local onde foi atirada a cabeça do traficante, na principal via de Madureira, moradores da Serrinha viviam um dos poucos dias de tranquilidade no último mês.

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