Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Traficante é enterrado sob aplausos

Quinta, 15 de Abril de 2004 às 15:09, por: CdB

O corpo do traficante Lulu foi enterrado no fim da tarde desta quinta-feira sob aplausos. Segundo avaliação da Polícia Militar, cerca de 200 pessoas estavam presentes.

Após o enterro, parentes e amigos dos mortos fizeram gestos obscenos para a imprensa, ao deixarem o cemitério, e gritavam frases como "Lulu, pode esperar. Sua hora vai chegar", que pode ser interpretada como uma ameaça de vingança pela morte do traficante. Dudu foi chefe na Rocinha até ser preso em 1995 e invadiu a favela na última sexta-feira para tentar reassumir o poder, o que desencadeou a briga. Ele estaria ferido, segundo a polícia.

A morte de Lulu aconteceu em meio a uma tensão entre os governos federal e estadual sobre o envio das Forças Armadas para o Rio de Janeiro. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, negou na quarta-feira o pedido de 4.000 homens feito pelo governo do Rio.

Luto na Rocinha

Os comércios da Rocinha ficaram fechados depois que os grupos de traficantes ordenaram um dia de luto pela morte de Lulu. Ele era irmão do traficante Cassiano Barbosa, chefe da Rocinha até sua morte no fim dos anos 80 e, aparentemente, tomou o poder na favela em 1995 após a prisão de Dudu.

- Nós estamos aqui para garantir o funcionamento do comércio. Agora não podemos obrigar os comerciantes a abrirem suas portas - disse o coronel Jorge Braga, comandante do Batalhão do Leblon.

A polícia também disse que está fazendo buscas em outros morros, pois teria informações de que Eduíno Eustácio, o Dudu, estaria no Complexo do Alemão ou no Borel.

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