O traficante colombiano Juan Carlos Ramírez-Abadía, preso terça-feira, em São Paulo, quer se tornar colaborador da Agência Antidrogas Americana (DEA, na sigla em inglês). Segundo o advogado, Sérgio Alambert, Ramiréz Abadía disse que deseja ser extraditado para os Estados Unidos e cumprir as condenações por tráfico e assassinato que pesam contra ele naquele país.
— Meu cliente pediu que eu entrasse em contato com o DEA e demonstrasse a vontade dele em colaborar —, disse Alambert.
Segundo o advogado, o colombiano já esteve em contato com agentes da DEA.
— Na hora da prisão havia dois agentes da DEA, que tentaram interrogá-lo —, disse.
Mas Ramírez Abadía se recusou a falar com eles, de acordo com o advogado. Ainda de acordo com o advogado, o traficante “assume e tem consciência dos crimes imputados a ele nos Estados Unidos e quer ser deportado para lá”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda a comunicação da prisão do colombiano para definir se dá preferência ao pedido de extradição ou ao processo que ele responde na Justiça Federal por lavagem de dinheiro. Caso prevaleça a segunda hipótese, Abadía será primeiro julgado no Brasil e terá de cumprir pena, de três a dez anos de reclusão, se condenado. Depois, será transferido aos EUA, onde é acusado de tráfico e assassinatos.
A organização criminosa montada pelo colombiano iria criar uma empresa de táxi aéreo no Aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. O objetivo era facilitar o transporte de valores e de integrantes do grupo, evitando, assim, a fiscalização de vôos de carreira.
Traficante colombiano diz que quer ser extraditado para os EUA
Quinta, 09 de Agosto de 2007 às 13:31, por: CdB