Rio de Janeiro, 26 de Março de 2026

Trabalhos de resgate e pré-identificação de corpos

Quinta, 05 de Outubro de 2006 às 07:20, por: CdB

O trabalho no Campo de Provas Brigadeiro Veloso, próximo à Serrado Cachimbo, no sul do Pará, não pára. É de lá que sai a ajuda para a operação de resgate dos corpos do acidente com o Boeing da Gol, que caiu na região na última sexta-feira, dia 29.

Mais 16 corpos chegaram nessa quarta-feira ao Instituto Médico Legal, em Brasília. Eles foram armazenados em recipientes de fibra de vidro e envolvidos em gelo para manter a temperatura ideal. O transporte foi feito por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), o Búfalo.

Outros 20 corpos foram removidos de helicóptero do local da queda e armazenados em um caminhão frigorífico para exame dos legistas. A base de operação funciona na fazenda Jarinã, que fica a 35 quilômetros do local do acidente. É onde os peritos fazem o trabalho de pré-identificação dos corpos.

O procedimento é importante para acelerar a identificação das vítimas, explica o perito criminalista Zuilton Marcelino. O corpo está em processo de decomposição, então quanto antes for feita essa coleta de material, melhor será a qualidade. Tem uma pessoa específica fazendo registro do que veio junto com o corpo, seja uma aliança, um anel, um brinco, a vestimenta que ele estava, as características da pessoa, se é homem, mulher, criança. Também é feita a coleta das impressões digitais e a análise da arcada dentária. Vinte homens do Centro de Instrução de Guerra na Selva vão reforçar o efetivo.

Todo o trabalho de resgate foi acompanhado pelo médico Marco Antônio Magalhães, parente de duas vítimas - a médica Rosana Magalhães,de 27 anos, e o filho dela, Pedro Peixoto, de 3 anos. Ela iria comemorar, em Brasília, o aniversário do pai. Marco Antônio viu de perto as dificuldades dos peritos.

- A gente caminhou dentro da mata e eu observei que o trabalhotem que ser feito de um a um, tem que ser tirado com cuidado. Édemorado, é trabalhoso, mas tem que ser feito por gente especializada.A gente fica ansioso pelo resgate dos corpos o mais rápido possível,mas a situação é muito complicada -, contou Marco.

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