Após denúncias de trabalhadores rurais, os alojamentos rurais de Pontunduva, distrito de Jaú, em São Paulo, estão sendo investigados pelo Ministério Público por irregularidades na maioria das casas que não oferece condições adequadas para abrigar os cortadores de cana.
Os cortadores afirmam que cada um deve pagar a maior parte de seu salário, R$ 30 por mês, para morar nos alojamentos. Além disso, os valores das contas de energia elétrica, água e supermercado são descontados diretamente dos salários. Mas trabalhadores reclamam que nunca viram sequer um recibo desses gastos.
A maioria dos cortadores veio do nordeste. Atraídos pela oportunidade de ganhar dinheiro no período de safra, eles encontraram uma realidade muito diferente do prometido. Alguns afirmam ter pagado R$150 pela viagem, recebendo apenas R$1,52 por hora de trabalho.
O relatório completo das investigações do Ministério Público deve ser entregue até o final de julho. Caso confirmadas as denúncias de precariedade nos abrigos e cobrança irregular dos trabalhadores, os responsáveis serão notificados e obrigados a resolver a situação.
Estado é multado por desmatamento
Órgãos ambientais de áreas mananciais do Estado de São Paulo acusaram o governo de desmatamento sem autorização devida. Além disso, proprietários denunciaram o estado por invasão de propriedades às margens da represa Billings, em São Bernardo do Campo, também sem conhecimento. O objetivo seria realizar estudos topográficos para a construção do trecho sul do Rodoanel, que ainda não teve sua construção aprovada. O governo do estado foi multado.