Trabalhadores da Associação dos Mineiros e Sindicato da Construção (AMCU, na sigla em inglês) da África do Sul vão paralisar os trabalhos na semana que vem nos três principais produtores de platina do mundo, atingindo assim cerca de metade da produção global. Os mineiros votaram neste domingo, maciçamente, pela paralisação na principal produtora mundial, a Anglo American Platinum, durante uma assembleia num estádio em Rustenburg. Nos últimos dias, eles haviam aprovado a greve nas rivais Lonmin e Impala Platinum.
O presidente do sindicato, Joseph Mathunjwa, afirmou durante a assembleia que a Anglo American Platinum iria ser noticiada da paralisação nesta segunda-feira, e os trabalhadores fariam a greve na quinta. Foi dito na semana passada que o mesmo ocorreria com a Lonmin, e o porta-voz Jimmy Gama disse à Retures depois da assembleia que a Impala Platinum também seria noticiada nesta segunda.
– Camaradas, vamos intensificar a luta por um salário melhor – disse Mathunjwa, para a aprovação da multidão.
Ele chegou ao estádio e foi saudado com entusiasmo pelos trabalhadores. Na Anglo American Platinum e na Lonmin, o sindicato reivindica um salário mínimo de US$ 1,2 mil para iniciantes, mais do que o dobro da remuneração atual. Na Impala Platinum, o pedido é menor. As empresas alegam que não podem aumentar muito o salário, pois a energia e outros custos subiram. Dizem eles, ainda, que os preços da platina estão em baixa, embora a afirmação não se confirme nas previsões das principais bolsas de valores do mundo, como demonstra o gráfico abaixo:
Trabalhadores paralisam minas de platina na África do Sul por melhores salários
Domingo, 19 de Janeiro de 2014 às 15:18, por: CdB