Artesãos, extrativistas, taxistas, caminhoneiros, catadores de recicláveis, motoboys e outras profissões que se encontram na informalidade querem conseguir o amparo da legislação trabalhista. A oportunidade para discutir essa reivindicação está acontecendo agora no grupo de trabalho que discute a realidade das Micro e Pequenas empresas, Autogestão e Informalidade, no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho. Na primeira reunião, realizada nesta quinta-feira, mais de 40 líderes desses setores tiveram voz para discutir seus problemas.
O grupo é coordenado pelo Secretário Nacional de Economia Solidária, Paulo Singer. E a iniciativa do Governo Federal de acrescentar mais um grupo temático aos já existentes no Fórum, foi muito bem recebida. "Pela primeira vez os informais foram lembrados para participar de uma discussão com o Governo, mesmo sendo milhares e contribuindo ativamente para a economia do país, sempre fomos ignorados" afirmou Sônia Lopes Farias, presidente da Associação dos Usuários do Banco do Povo de Goiás, entidade que reúne pequenos empreendedores que atuam em diversos ramos.
Gerar uma pauta comum num conjunto que agrega tão diferentes formas de trabalho - que vai da prestação de serviços à extração mineral - pode representar um desafio, mas a disposição que norteou a reunião foi de uma grande vontade de alcançar entendimento que culmine na organização e no ordenamento jurídico das categorias.
- O importante foi que o diálogo num grupo tão diversificado encontrou um denominador comum: o desejo de inclusão na economia legal e o acesso a direitos sociais, como o da aposentadoria - definiu Paul Singer. Para ele, a luta contra a precarização do trabalho é o elo que une os formais e os informais.
Trabalhadores informais buscam a legalidade
Quinta, 04 de Setembro de 2003 às 16:10, por: CdB