SANTIAGO DO CHILE, 11 JUL (ANSA) - Cerca de 46 mil trabalhadores chilenos do setor de extração de cobre ligados à empresa estatal Corporação Nacional do Cobre (Codelco), a maior do ramo no país, iniciaram hoje uma greve contra uma suposta privatização do setor.
O presidente da Federação de Trabalhadores do Cobre, Raimundo Espinoza, disse ao canal chileno 24 horas que esta é uma paralisação de "advertência" ao governo. Segundo ele, foram enviadas informações sobre uma "privatização encoberta" à Controladoria Geral da República e ao Congresso chileno.
Espinoza pediu que o governo dê "um sinal muito claro" hoje. "Se agredirem um só dirigente sindical", a paralisação será indefinida, completou.
O dirigente da mina de El Teniente, Julio Jalil, acrescentou que esta é uma "advertência" a Codelco de que estes trabalhadores querem conversar, "mas não da forma que eles querem".
As minas de Radomiro Tomic, Gabriela Mistral, Calama, Teniente e Andina encontram-se completamente paradas, enquanto em Chuquicamata apenas 14 funcionários continuam a trabalhar.
Esta não é a única mobilização contra o governo que acontece no Chile recentemente. No último dia 30 de junho, cerca de 400 mil pessoas participaram de manifestações em várias cidades pedindo mais investimentos no setor educacional.
Apenas na capital, cerca de 200 mil estudantes, professores e funcionários públicos ocuparam as ruas. Os manifestantes protestam contra a má qualidade do ensino no país, além de pedir melhores condições de trabalho e salário para os trabalhadores do setor público.
A popularidade de Piñera caiu para 35% em maio, sendo este o menor índice registrado por um mandatário chileno desde 1990, quando o país retomou o regime democrático. (ANSA)
TRABALHADORES DO SETOR DE COBRE CHILENO ENTRAM EM GREVE
Segunda, 11 de Julho de 2011 às 06:12, por: CdB