Após várias tentativas de negociação com o Ministério do Planejamento (MPOG) para garantir o valor no orçamento de 2006 no setor público, a direção da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (CONDSEF) apresentou na tarde desta sexta-feira o indicativo de greve a partir de 15 de março. A decisão de realizar a plenária foi tomada devido ao cancelamento da reunião marcada para esta tarde.
A Confederação pressiona o governo desde junho do ano passado, quando houve a 1ª greve do funcionalismo. A alegação do Ministério do Planejamento é que só voltará a conversar com a entidade depois da aprovação definitiva do Orçamento na próxima semana. Em entrevista ao Portal Mundo do Trabalho o secretário-geral da CONDSEF, Josemilton Costa, explicou que cerca de 770 mil trabalhadores aguardam resposta há seis meses. "Estamos indignados e revoltados com o desrespeito. Está clara a posição do governo de romper com os acordos prometidos aos setores administrativos como o PCC, Funasa, Saúde, civis dos Órgãos Militares, Trabalho, Funai, MEC, Fazenda, Agências Reguladoras, Agricultura entre outros", enfatizou o dirigente.
A diretora executiva da CUT, Lúcia Reis, que representa a entidade na luta dos servidores públicos, salientou que a Central apóia a decisão de indicativo de greve diante da falta de comprometimento e desrespeito do governo. "Estamos indignados e revoltados com a suspensão de mais uma tentativa de reunião que deveria dar solução ao impasse. Somos solidários à CONDSEF. O que resta aos trabalhadores é pressionar mesmo", enfatizou.
Segundo informações da assessoria de imprensa da CONDSEF, o clima aponta para o indicativo de greve. A partir desta deliberação os representantes dos estados levarão os resultados para avaliação. A expectativa é de construir um calendário de atividades para continuar a pressão por mais verbas. Outro ponto levantado, até o fechamento da matéria, foi a intervensão do Congresso Nacional no processo de negociação. No dia 11 de março, está agendada uma nova plenária.