Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Trabalhadores defendem direitos no ato: "Nem que a vaca tussa"

O movimento nacional "Mexer nos meus direitos, nem que a vaca tussa", organizado pelas centrais sindicais em defesa dos "direitos trabalhistas e conquistas sociais" dos últimos anos, ganharam força em todo o país nesta sexta-feira. A campanha foi aberta em Brasília, nesta manhã, pelo coordenador nacional de mobilização da CUT, Jacy Afonso.

Sexta, 26 de Setembro de 2014 às 11:17, por: CdB
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O nome do movimento faz referência à declaração feita pela presidente Dilma Rousseff (PT)
O movimento nacional "Mexer nos meus direitos, nem que a vaca tussa", organizado pelas centrais sindicais em defesa dos "direitos trabalhistas e conquistas sociais" dos últimos anos, ganharam força em todo o país nesta sexta-feira. A campanha foi aberta em Brasília, nesta manhã, pelo coordenador nacional de mobilização da CUT, Jacy Afonso, e pela direção nacional da CUT na capital federal. A mobilização também foi em favor da política de valorização salarial feita nos doze anos de governo do PT. O nome do movimento faz referência à declaração feita pela presidente Dilma Rousseff (PT) quando negou que faria qualquer tipo de alteração na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), ao contrário do que sugeriu sua adversária, Marina Silva. Sem dar detalhes, a candidata do PSB disse que as leis trabalhistas precisam ser "atualizadas", contra a burocratização, e defendeu a terceirização de trabalhadores, o que gerou desconfiança entre os movimentos trabalhistas. - Não vamos permitir esse discurso dos dois candidatos da oposição de que querem flexibilizar a CLT - disse o presidente do PT, Rui Falcão, que convocou a militância a participar do movimento. "Flexibilizar significa retirar direitos dos trabalhadores. E a nossa presidenta já disse, não vamos mexer em 13º, em férias, em horas extras, nada que foi conquistado com muita luta", acrescentou o dirigente petista. Bancários Insatisfeitos com o resultado das sete rodadas de negociações da campanha nacional deste ano, bancários de todo o país podem entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira. A posição foi tomada em assembleias gerais realizadas na noite de quinta-feira. Diante disso, a Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban) encaminhou, na manhã desta sexta-feira, ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) convocando a categoria para nova etapa de negociação neste sábado. Procurada pela Agência Brasil, a Fenaban ainda não tinha posicionamento sobre o assunto. Para a Contraf, até agora, as respostas para a grande pauta de reivindicações não foram atendidas de maneira satisfatória. O reajuste salarial de 7%, em vez dos 12% propostos pela categoria, não é satisfatório, diz o presidente da confederação, Carlos Cordeiro. "Além do salário, discutimos com os bancos questões como a segurança no ambiente de trabalho e o fim das metas abusivas, e consideramos insuficientes as respostas às nossas reivindicações." Os bancários fazem nova assembleia geral na próxima segunda-feira para discutir os rumos da possível greve e o resultado das negociações de amanhã.
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