Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

TRABALHADORES DA SAÚDE INICIAM PARALISAÇÃO DE 48 HORAS NO CHILE

Terça, 13 de Setembro de 2011 às 07:59, por: CdB

SANTIAGO DO CHILE, 13 SET (ANSA) - Os trabalhadores da saúde pública iniciaram hoje uma greve de 48 horas por melhores condições trabalhistas e advertiram que, caso não recebam respostas positivas do governo, "endurecerão" as medidas de protesto.
   
A presidente da Confederação Nacional de Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam), Carolina Espinoza, assegurou que "todas as regiões dizem que a paralisação é absoluta".
   
Caso haja adesão total, cerca de 26 mil trabalhadores suspenderão atividades em mais de 500 consultórios e dois mil postos de saúde rurais.
   
Os trabalhadores do setor criticam o descumprimento de um acordo assinado em novembro do ano passado com o Ministério da Saúde e a falta de financiamento da saúde primária, além da privatização de hospitais e postos de atendimento.
   
Em nota, a confederação critica a política de concessões "a empresas privadas para resolver demandas que os estabelecimentos públicos não podem resolver dadas as carências de recursos que os afligem e que nem os governos da Concertación, nem os atuais, resolveram, muito pelo contrário".
   
Caso o movimento não receba respostas satisfatórias, Espinoza anunciou que pode haver uma nova paralisação no fim de setembro por então três dias seguidos.
   
Ontem, a Confusam denunciou à Organização Internacional do Trabalho (OIT) uma denúncia contra o ministro do setor, Jaime Mañalich, por suposta perseguição sindical por ameaçar processar líderes sindicais ligados à paralisação.
   
Por sua vez, os estudantes chilenos, que estão em greve e manifestam-se nas ruas há quatro meses por uma educação gratuita e de qualidade no país, anunciaram que também realizarão uma marcha amanhã para pressionar o governo a responder sobre as exigências mínimas para formar uma mesa de diálogo.
   
No próximo dia 30 acaba o prazo para que o Executivo chileno envie ao Congresso o projeto de orçamento para o próximo ano, para em seguida entregar as projeções oficiais para 2012.
   
O ministro da Fazenda, Felipe Larraín, indicou que o governo de Sebastián Piñera está preparando um plano de contingência de custos para enfrentar a crise econômica internacional e opinou que "não são necessários recursos adicionais para financiar o orçamento de 2012". (ANSA)


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