Os trabalhadores do segmento de produção de turismo do Grupo Fiat estão convocados, nesta sexta-feira, a uma greve para mostrar sua preocupação pelo futuro da companhia, atingida pelas perdas.
Os sindicatos convocaram a greve e uma manifestação em Roma que acontecerá esta manhã, seguida de um encontro com representantes do governo.
Segundo os primeiros dados, a greve nas fábricas de automóveis da Fiat foi apoiada até agora por 70% dos empregados, cifra que a direção baixou para 36%.
Enquanto isso, chegam hoje em Roma vários trens especiais com trabalhadores que querem participar da manifestação pelas ruas da capital, assim como dezenas de ônibus.
Autoridades de Turim e das localidades nas quais a Fiat tem fábricas estarão presentes nessa marcha para apoiar os sindicatos em seu pedido de medidas que garantam a abertura das fábricas e a manutenção do emprego.
Nas próximas semanas milhares de empregados do setor de turismo passarão temporariamente a depender de um fundo em confiança salarial, uma circunstância à qual recorrem as empresas em crise e que em algumas ocasiões é a ante-sala de fechamentos definitivos.
O conselheiro delegado, Sergio Marchionne, assegurou há poucos dias que a direção não tem previsto um fechamento definitivo de nenhuma de suas fábricas, mas a afirmação não tranqüiliza os sindicalistas.
No recente balanço de 2004, apresentado nos últimos dias, o setor de turismo voltou a ser o principal lastro do grupo, com 840 milhões de euros de perdas, que se acumulam às superiores registradas em exercícios anteriores.
Trabalhadores da Fiat fazem greve para garantir emprego
Sexta, 11 de Março de 2005 às 04:07, por: CdB