Medida provisória concede autorização para explorar novos serviços, mas mudança não foi discutida com sindicatos. Questão vai ser apreciada pelo Senado
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 24/08/2011, 17:06
Última atualização às 17:06
TweetSão Paulo - Sindicalistas da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect-CUT) cobraram diálogo com a direção da estatal a respeito das mudanças promovidas pela Medida Provisória nº 532/11, aprovada na terça-feira (23) pela Câmara dos Deputados. O texto amplia as áreas de atuação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para permitir a exploração de serviços postais eletrônicos, financeiros e de logística integrada.
O secretário geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, critica o discurso de "modernidade" empregado pelo governo para justificar as mudanças. Segundo ele, existe um déficit de 30 mil funcionários, além da necessidade de investimento em áreas operacionais.
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"Queremos sim, aperfeiçoar a empresa, possibilitando a melhora na qualidade do serviço. Mas que isso seja feito com o envolvimento e a participação dos trabalhadores, pensando em garantias dos empregos e novos investimentos na própria infraestrutura dos Correios", reivindica Rivaldo, segundo o site da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A discussão na Câmara foi marcada por protestos de trabalhadores. A insatisfação dos funcionários quase provocou a suspensão da sessão depois de servidores da Câmara reclamarem terem sido atingidos por objetos jogados das galerias. O acesso foi limitado a 60 pessoas.
A proposta reestrutura os Correios dando à empresa forma semelhante a das sociedades anônimas, com conselhos fiscal e administrativo e outras instâncias decisórias. Também permite a criação de subsidiárias e que os Correios sejam sócios de outras empresas, inclusive no exterior.
Rivaldo informou que a federação solicitou à secretaria geral da Presidência da República um espaço de discussão para organizar ações e alternativas às medidas. O objetivo é assegurar os direitos dos trabalhadores. Umas das opções seria, segundo incorporar as preocupações dos sindicalistas ao acordo coletivo. "Nossa expectativa é que nenhum trabalhador venha sofrer as consequências de todas estas mudanças", frisou.
Com informações da Agência Câmara