Quase 50 mil trabalhadoras rurais de todo país estão em Brasília para a 3ª Marcha das Margaridas, que este ano traz como lema Duas mil e sete razões para marchar. Elas querem chamar a atenção do Congresso e do governo federal para as necessidades das mulheres que vivem no campo.
Segundo a coordenadora de mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmen Foro, o principal objetivo da Marcha das Margaridas, desde o ano 2000, é discutir o tema da fome, da pobreza e da violência contra a as mulheres.
— Para resolver esses problemas, é preciso desenvolver políticas públicas e reforma agrária. Por isso, a gente marcha —, diz Carmem Foro.
— Hoje é um momento de grande reflexão e debate. Vamos discutir o tema da Previdência, da terra, do desenvolvimento, da violência contra a mulher —, completou.
A integrante do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Pernambuco Maria das Dores da Silva disse que as mulheres do campo sofrem muito preconceito, especialmente no acesso à terra.
— A mulher hoje é discriminada na terra porque acham que só homem que podem conseguir a terra, mas que para a mulher hoje é um desafio —, destaca a pernambucana.
Durante a abertura da marcha, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, classificou a manifestação como um exemplo de unidade para o movimento social brasileiro.
Na quarta-feira, os trabalhadores farão a Marcha da Margaridas na Esplanada e entregarão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um documento com as principais reivindicações das mulheres do campo.
Trabalhadoras rurais marcham pela reforma agrária e contra a violência
Terça, 21 de Agosto de 2007 às 12:57, por: CdB