O número de usuários de celular em todo o mundo deve atingir 4 bilhões até o final deste ano, número que, em tese, faria com que a porcentagem de habitantes do planeta com um telefone móvel alcance os 61% ante 12% em 2000, informa a União Internacional de Telecomunicações (UIT), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela entidade, economias emergentes em rápido crescimento, como Brasil, Rússia, Índia e China são as que mais impulsionam o crescimento da telefonia celular.
Juntas, essas nações deverão somar 1,3 bilhão de usuários de celular neste ano, dos quais 600 milhões estarão apenas na China.
Segundo a UIT, o número de usuários de telefone móvel tem crescido 25% ao ano pelos últimos oito exercícios. Em 2007, ele chegava perto de 3 bilhões e atingia 48% da população.
A entidade destaca, entretanto, que o número é de linhas, e não de pessoas, e que por isso pode haver duplicidade, na medida em que alguns clientes possuem mais de um celular, enquanto outros podem dividir uma única linha com outro usuário.
"Apesar dos dados sugerirem um crescimento impressionante, a UIT alerta para a necessidade dos dados serem interpretados com cuidado. Apesar de em teoria uma penetração de 61 por cento sugerir que pelo menos a cada segundo uma pessoa esteja usando um celular, isso não é necessariamente o caso. De fato, as estatísticas refletem o número de clientes, não de pessoas", afirma a UIT no levantamento.
iPhone em falta
A Claro acredita que vai faltar iPhone no Brasil, celular da Apple que começa a ser vendido no país na sexta-feira e que é aguardado desde o lançamento nos Estados Unidos, em julho. A companhia, controlada pela mexicana América Móvil, recebeu um lote inicial de 30 mil aparelhos e afirma que a Apple, fabricante do modelo, estaria adaptando os lotes pedidos diante da demanda maior que a esperada.
Segundo João Cox, presidente da Claro, em audioconferência com os jornalistas nesta sexta-feira, "é de se esperar que falte aparelhos nesta primeira etapa". Ele afirmou que "a demanda é muito grande, é impressionante". Em um cadastramento de interessados feito no seu site desde o início de agosto, a companhia recebeu, segundo ele, "mais de 100 mil interessados".
Estes, no entanto, se cadastraram para receber informações sobre o modelo, e não necessariamente irão adquirir o celular. A Claro se comprometeu a procurar essas pessoas para checar seu interesse e, em paralelo, colocará o iPhone à venda em um grupo de 25 lojas próprias em 13 Estados.