Carlos Alberto Torres assumiu o Paysandu quando o time se encontrava na lanterna do Campeonato Brasileiro.
Uma semana e dois jogos depois, o técnico conquistou seis pontos com o Papão, viradas sobre o Coritiba e Fortaleza, ambos os jogos por 2 a 1, e a esperança de deixar a zona de rebaixamento voltou a tomar conta do Mangueirão.
- Tenho experiência. Sei como motivar uma equipe, até por ter sido capitão quando jogador. Não invento nada, até porque o futebol é muito simples e quem pode complicar somos nós mesmos - declarou.
Nos últimos anos, Carlos Alberto Torres assumiu o comando técnico de times que estavam à beira do rebaixamento no Brasileirão.
Teve sucesso com o Flamengo em 2001, mas no ano seguinte não conseguiu fazer com que o Botafogo escapasse da Série B, a três rodadas do fim da competição.
No entanto, em 1999 salvou o mesmo alvinegro do descenso. Torres foi bem objetivo ao falar do papel de salvador.
- Acima de tudo, há de se levantar as mãos para o céu. Há tanta gente desempregada que tenho de agradecer por estar empregado. Já comi filé mignon também, com o Flamengo, em 1983, e o Fluminense, em 1984. Não posso me dar o luxo de ficar escolhendo - afirmou Capita, que lembrou já ter sido campeão brasileiro.
A última experiência do técnico, antes de treinar o Paysandu, foi comandando a seleção do Azerbaidjão. E ele era idolatrado.
- Foi um trabalho com muita dificuldade. Eles têm dificuldades, pois trata-se um país novo - concluiu.