Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Torres de fora

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 05:55, por: CdB

Recomendo a coluna de Luis Nassif, hoje, a respeito da piada do ano: os resultados da eleição à cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras (ABL), para substituir o acadêmico Moacyr Scliar. Entre o escritor Antonio Torres e o jornalista Merval Pereira, nossos imortais optaram pelo segundo – cá para nós, um autor conhecido pela sua “vasta” obra, reconhecida no Brasil e no mundo...

Nassif nos lembra que, ao preterir Torres em favor Pereira, a ABL revelou a pequenez das elites. “De pouco adiantou o fato de que os livros de Torres ajudaram o Brasil a ser mais conhecido por leitores da Itália, Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Bélgica, Holanda, Israel, Bulgária. Ou o fato de dois livros seus – Um táxi para Viena D’Áustria e Essa Terra - traduzidos na França, terem levado o governo francês, em 1999, a lhe conferir o título de "Cavaleiro das Artes e das Letras”.

Segundo o colunista, Merval tem “a visibilidade e o poder proporcionados pela Rede Globo”.  E isso lhe conferiria uma moeda de troca ímpar – “o espaço na Globo, podendo abastecer o ego de seus pares e as demandas da ABL”. Ou seja, para Nassif, Merval “poderia até ganhar prêmios jornalísticos, jamais a maior condecoração da literatura brasileira”. Sua produção, afinal, limita-se a dois livros: um, de 1979, feito a quatro mãos; outro mais recente, mera compilação de artigos que escreve para o jornal “O Globo”.

Sem surpresas

Nassif estranha que não tenha havido qualquer crítica ao resultado da ABL na imprensa. Da minha parte, não vejo qualquer surpresa.

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