Autoridades do país estão preocupadas com a possibilidade de que a torre, que desafia a gravidade há mais de 800 anos, seja atingida por ataques terroristas.
A torre está no topo de uma lista feita por chefes de segurança italianos em 2003 sobre monumentos e prédios em perigo. Eles querem reforçar a segurança de pelo menos 5 mil pontos históricos em várias partes do país.
O projeto para a torre, de 250 mil euros (cerca de R$ 940 mil), prevê a instalação de dois portões de ferro e um circuito interno de televisão. A circulação de veículos será proibida no local.
Prevenção
Antonio Paoluci, superintendente regional de herança artística e histórica da região da Toscana, não pareceu impressionado com o projeto.
"Se os membros da Al-Qaeda quiserem fazer um ataque, eles farão. Não serão duas coisas colocadas na frente da torre que irão impedi-los", disse ele.
A torre era um dos alvos de uma série de bombas implantadas pela Máfia siciliana em 1993, mas não foi atingida.
Em um ataque sem precedentes à herança cultural italiana, a máfia colocou bombas na Galeria Uffizi, em Florença, e em duas igrejas em Roma.
Em dezembro de 2003, os agentes de inteligência italianos revelaram que a torre era um alvo visado por grupos de terroristas islâmicos.
As autoridades italianas decidiram, então, colocar os portões para proteger os monumentos de possíveis ataques com carros-bomba.
A torre, construída no século 13, é uma das atrações turísticas mais populares da Itália.
Em 1990, ela foi fechada devido a riscos de desabamento. A restauração corrigiu a inclinação em 45 centímetros, garantindo a sobrevivência do monumento por pelo menos mais dois séculos.