Como todo ano nesta época, Toronto se transformou, na quinta-feira, em uma cidade cinematográfica, cheia de estrelas de Hollywood, diretores veteranos e novatos, produtores e especialmente distribuidores, com a inauguração do 30º do Festival Internacional de Cinema da cidade.
O Festival começoucom a estréia de <i>Água</i>, da diretora indo-canadense Deepa Mehta - que deve ser o último filme de uma polêmica trilogia que iniciou em 1996, com <i>Fogo</i> -, e vai até 17 de setembro.
Durante esses dez dias, o público de Toronto terá a oportunidade de ver 335 filmes de 52 países.
Toronto não tem o caráter competitivo de outros festivais, nem o romantismo ou glamour de Cannes ou Veneza, mas nos últimos anos se transformou em um evento obrigatório para filmes que têm aspirações internacionais e uma mostra da qual grandes estrelas de Hollywood gostam de participar.
Este ano, mais de 500 atores e diretores passarão pelo Festival, desde produtores como Tim Burton, Sydney Pollack e Carlos Saura, até estrelas como Kevin Spacey, Gwyneth Paltrow, Natalie Portman, Keanu Reeves ou Justin Timberlake.
Para alguns deles, Toronto é a melhor vitrine para o Oscar. Para todos, é o melhor mercado para conseguir distribuição para seus filmes, graças à presença de centenas de distribuidores de todo o mundo, que decidiram que o Festival de Toronto é o melhor para selecionar filmes para projeção.
- O único festival que pode competir com Toronto neste sentido é Cannes - afirmou Diana Sánchez, responsável pela programação de filmes de língua espanhola e portuguesa do Festival Internacional de Cinema de Toronto.