O jornal dos torcedoras da Roma Il Romanista informou que vai dar cópias do filme de Roberto Benigni A Vida é Bela como uma forma de combater o neonazismo e o anti-semitismo por parte de alguns torcedores do clube.
O jornal, que tem circulação diária de 10.000 exemplares, tomou esta decisão após torcedores da equipe italiana levantarem cartazes com dizeres anti-semitas e neonazistas durante partida do Campeonato Italiano, contra o Livorno, no mês passado.
O comitê disciplinar da Liga Italiana de Futebol puniu a Roma ao determinar que o time deverá disputar sua próxima partida como mandante na competição em campo neutro e com os portões fechados.
Mas o editor do Il Romanista, Riccardo Luna, acredita que o que precisa mudar é a atitude dos torcedores, não apenas o estádio.
O filme de Benigni, que ganhou três Oscars em 1999, conta a história de uma família judaica em um campo de concentração italiano durante a 2a. Guerra Mundial.
"Pelo menos desta maneira uma pessoa possa compreender o que aconteceu nos campos de concentração", disse Luna ao jornal Gazzetta dello Sport desta quinta-feira.
"No estádio aquele dia houve indiferença, mas logo após nosso jornal foi inundado por emails e cartas de torcedores irados, que perguntavam como nós poderíamos mostrar nossa desaprovação."
Os cartazes dos torcedores da Roma foram apenas o mais recente de uma série de incidentes racistas e políticos que mancham a imagem da elite do futebol italiano.
O atacante da Lazio Paolo Di Canio foi multado duas vezes em 10.000 euros e suspenso de uma partida por fazer saudações fascistas ao final de jogos da equipe contra Livorno e Juventus.
Em novembro, o jogador marfinense do Messina Mark Zoro ameaçou deixar o campo após ouvir ofensas racistas por parte da torcida da Inter de Milão.