Um tribunal de Tóquio negou, nesta terça-feira, a concessão de indenizações a famílias vítimas de guerra que se declararam traumatizadas pelas polêmicas visitas do primeiro-ministro Junichiro Koizumi e do prefeito Shintaro Ishihara ao santuário patriótico de Yasukuni, na capital japonesa.
A corte também se recusou a pronunciar-se sobre a constitucionalidade das visitas ao santuário xintoísta.
Este veredicto, de acordo com a jurisprudência local, foi divulgado em plena crise diplomática com a China, que tem como pano de fundo a polêmica sobre o passado militarista do Japão e as visitas do premier ao Yasukuni.
Os demandantes, quase mil japoneses e sul-coreanos, haviam alegado que as visitas de Koizumi ao santuário violavam a separação entre Estado e religião, estabelecida na Constituição.
Desde 2001, o primeiro-ministro conservador vai pelo menos uma vez ao ano ao Yasukuni, consagrado a veteranos de guerra japoneses, incluindo 14 criminosos de guerra condenados pelos aliados depois de 1945.
Tóquio nega indenização a vítimas de guerra
Terça, 26 de Abril de 2005 às 03:54, por: CdB