Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Tombini garante que país está preparado para a crise

Quinta, 11 de Agosto de 2011 às 18:50, por: CdB

Alexandre Tombini Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, reafirmou durante Seminário Internacional sobre Justiça Fiscal, promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, que o país está, sim, preparado para enfrentar um ambiente menos favorável no cenário internacional. Conta com vários elementos de defesa.

Tombini ressaltou a importância do modelo de câmbio flutuante, adotado pelo país, por permitir que a cotação da moeda brasileira oscile, absorvendo impactos. Citou, também, as reservas internacionais, que subiram cerca de US$ 150 bi nos últimos meses. E há, ainda, disponíveis, depositados pelas instituições financeiras sob a forma de compulsórios, R$ 420 bi.

Outros sinais de robustez da economia do nosso país estariam no crédito - ainda que em ritmo um pouco mais moderado - que segue em expansão, o que favorece o investimento e a demanda. Na análise do titular do BC, isso contribui para um mercado doméstico, que segue em expansão com uma classe média cada vez maior. "Cerca de 35 milhões de pessoas ingressaram na classe média. Essa foi uma fortaleza na crise de 2008 e não será diferente (agora) se houver deterioração".

Ingressos de melhor qualidade

Para Tombini, os dólares que ingressam atualmente no Brasil são de melhor qualidade que os que vieram durante a crise de 2008, já que boa parte é voltada ao investimento produtivo. "Temos uma composição diferente,  hoje, com uma visão mais de longo prazo e com mais participação de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Na época (2008), tínhamos mais portfólio, que são mais sujeitos a reversão. Hoje, a nossa composição é mais prudente para enfrentar o cenário internacional desafiador", afirmou.

Tampouco há problemas fiscais em casa. É o que garantiu o seu antecessor no cargo, Henrique Meirelles, hoje presidente do Conselho Público Olímpico, em entrevista ao Estado de São Paulo. “A situação fiscal brasileira é muito confortável, comparada com a maioria desses países (Estados Unidos e Europa)”, disse Meirelles. “É bom ter cuidado e ser prudente, mas o Brasil não tem problema fiscal”, acrescentou.

Ou seja, como vemos pelas declarações de quem preside o BC do nosso país, além das reservas e dos compulsórios disponíveis, o Brasil conta com o Investimento Direto Estrangeiro produtivo, um mercado interno em expansão com um moderado aumento do crédito, além de consumo e emprego.

Chave para enfrentar a crise

Manter essa equação apoiada nos investimentos e na distribuição de renda é a chave para enfrentarmos a crise. Daí, a correção de todas as medidas até agora adotadas. Temos um governo que preparou o país para enfrentar a crise e ela, agora, é realidade.

 

Foto: Antonio Cruz/ ABr

 

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