Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026

Tombini diz que Brasil poderá ter no futuro taxa de juros e meta de inflação mais baixas

Terça, 05 de Julho de 2011 às 07:48, por: CdB

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Brasil precisa ter a ousadia de pensar uma meta de inflação menor no futuro, afirmou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que participa hoje (5) de audiência pública no Senado.

No último dia 30, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu fixar em 4,5% a meta de inflação para 2013, com variação de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Esse percentual tem sido mantido desde 2005. A meta de inflação definida pelo CMN tem de ser cumprida pelo Banco Central.

Tombini não disse qual é o percentual defendido por ele e que nunca se posicionou a favor do centro da meta em 3%. Ele destacou que a decisão do CMN foi unânime. Segundo o presidente do BC, no momento foi preciso manter a meta. “Estamos lidando com a segunda volta dessa crise no exterior.”

Ele ressaltou ainda que a forma de os países enfrentarem a crise é “jogar muita liquidez no mercado” e que há dúvidas sobre a inflação global. No Brasil, ele reforçou que a inflação irá convergir para o centro da meta de 4,5% em 2012.

O presidente do BC afirmou ainda que a taxa básica de juros, a Selic, também deve ser reduzida no futuro, mas é preciso enfrentar o “desafio de curto prazo” de controlar a inflação. “Lá na frente, não haverá motivo para ter uma taxa tão diferente da de outros países”.

Edição: Juliana Andrade

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