Tombini diz que BC não trabalha com flexibilização da política monetária
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, descartou nesta terça-feira a possibilidade de reduzir os juros básicos mesmo diante da economia fraca, citando balanço de riscos para a inflação ainda "desafiador".
Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, destacou a importância do ajuste fiscal como algo "crucial e imprescindível"
Por Redação, com Reuters - de Brasília:
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, descartou nesta terça-feira a possibilidade de reduzir os juros básicos mesmo diante da economia fraca, citando balanço de riscos para a inflação ainda "desafiador".
- Os riscos inerentes ao comportamento recente das expectativas e das taxas observadas de inflação, combinados com a presença de mecanismos de indexação na economia brasileira e de incertezas quanto ao processo de recuperação dos resultados fiscais e sua composição, não nos permitem trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias - disse ele durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicas (CAE) do Senado.
O presidente do BC destacou a importância do ajuste fiscal como algo "crucial e imprescindível"
Tombini destacou a importância do ajuste fiscal como algo "crucial e imprescindível", e disse que há muito o que ser feito para resgate da confiança da sociedade na economia brasileira.
Tombini também citou alguns fatores que ajudam a tirar força da inflação, como o menor repasse da alta do dólar sobre o real para os preços neste ano. Também destacou o menor ajuste dos preços administrados e fraqueza na economia brasileira, bem como o ambiente externo com tendência de menor crescimento.
Em 12 meses até fevereiro, a inflação medida pelo IPCA mostrou algum alívio, mas e, 12 meses ainda encontrava-se acima do teto da meta do governo de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou menos.
Tombini repetiu ainda que o BCtrabalha para trazer a inflação para dentro do objetivo neste ano e fazê-la convergir para o centro da meta em 2017. Segundo ele, em março, a inflação acumulada deve cair para "um dígito alto".
O mercado, segundo pesquisa semanal Focus do BC com uma centena de economistas, vê inflação de 7,43% em 2016 e de 6,0% em 2017.
Tombini também posicionou-se contrário ao uso das reservas internacionais para outros objetivos.
- Creio que as reservas são um seguro para permitir à economia transitar em cenários diversos da economia global", afirmou ele, acrescentando que o atual nível do colchão - de cerca de US$ 370 bilhões - é "moderado - disse.
- "O momento é de resguardar o nosso colchão de liquidez, de resguardar o nosso seguro - afirmou ele.
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