Os jogadores da seleção de Togo, que ameaçaram entrar em greve durante a Copa 2006 por não terem recebido a premiação pela classificação ao Mundial, finalmente terão a quantia prometida, de 50 mil euros cada um, graças a uma intervenção da Fifa.
- Posso confirmar que o problema do pagamento aos jogadores do Togo foi solucionado satisfatoriamente, e que eles receberão todo o dinheiro em breve - afirmou nesta terça-feira Markus Siegler, porta-voz da entidade.
A Federação de Futebol do Togo receberá da Fifa um adiantamento de sete milhões de francos suíços (cerca de 4,6 milhões de euros), quantia mínima paga a todas as seleções pela ida ao Mundial.
- Quero deixar claro que não é a Fifa que pagará diretamente aos jogadores, mas foi a Federação do Togo que nos pediu esta mediação - completou Siegler, ressaltando que o organismo assegurará que os jogadores receberão as gratificações estipuladas.
O alemão Otto Pfister, técnico do Togo, deixou o comando da seleção a quatro dias da estréia no Mundial em protesto pela falta de pagamento das gratificações, mas, a pedido dos jogadores, retornou para o primeiro jogo.
Togo já foi eliminado do Mundial com duas derrotas - perdeu por 2 a 1 na estréia, para a Coréia do Sul, e da Suíça por 2 a 0. A seleção africana se despedirá contra a França na próxima sexta, em Colônia.