O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, saiu nesta sexta-feira em defesa do ministro da Justiça, Tarso Genro, que teria cogitado uma possível revisão da Lei de Anistia.
- O ministro da Justiça disse pra mim que não falou em rever a Lei de Anistia, o que ele discutiu é que o crime de tortura não seria crime político. Estou dizendo o que o ministro conversou comigou - explicou Toffoli à imprensa durante a 10ª Conferência Estadual dos Advogados do Rio.
Na última quinta-feira, o Clube Militar, entidade formada por militares de diversas forças, após reunião no Rio, condenou as declarações do ministro da Justiça.
Apesar de contestações judiciais pedindo que o Estado reconheça a tortura no país, Toffoli lembrou que isso já foi feito pelas leis brasileiras.
- Após a Lei de Anistia, em 1979, houve a edição de leis que reconheceram o direito à indenização a pessoas que ou morreram ou são tidas como desaparecidas em razão de ações do Estado na época do governo militar. Ou seja, o Estado já reconheceu que houve, realmente, um Estado de exceção e fez leis para fazer reparações - disse.
O advogado-geral da União evitou dar sua opinião sobre o tema e limitou-se a dizer que seria fácil imaginar o ideal quando não se ocupa cargos públicos. Ao assumi-los “imagina-se o que é possível e factível”.
Toffoli defende Tarso Genro e diz que ministro não quer revisão da Lei de Anistia
Sexta, 08 de Agosto de 2008 às 15:23, por: CdB