Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Todo apoio às novas medidas de política econômica

Terça, 30 de Agosto de 2011 às 09:01, por: CdB

Já hipotequei o meu apoio às medidas econômicas decididas pela presidenta Dilma Rousseff e anunciadas após encontro dela com sindicalistas e com o Conselho Político (ministros, líderes e presidentes do PT e dos partidos aliados) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Vieram em momento apropriado, porque como eu disse ontem, em palestra em Brasília, quando antecipei meu apoio, na conjuntura econômica em que vivemos e frente a uma grave crise internacional, "a hora decisiva do governo é agora".

Defendi um corte drástico dos juros - de até três pontos percentuais nos próximos meses - a se iniciar a partir desta 3ª feira, nessa reunião que o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) realiza hoje e amanhã em Brasília. Mas, como o colegiado começa o encontro hoje, vamos aguardar o final para análise mais extensa. Só lembrando que a diminuição dos juros é consenso entre todo mundo...

Corte dos juros, mas importante:  sem qualquer relaxamento fiscal. Acho que o governo segue um rumo certo quando se esforça para cumprir a meta de superávit primário de 3,3% sem que para isso recorra a descontos, a cortes nos investimentos do PAC. Nessa conferência em Brasília, cometi um ato de justiça - e acho que até a oposição deveria repetí-lo - quando reconheci que, mesmo diante do novo aprofundamento da crise internacional, o governo resistiu às pressões e evitou "o erro de fazer grandes cortes na área social e elevar os juros."

Corte de juros, mas sem relaxamento fiscal


Preferiu adotar medidas macroprudenciais e, com isso, preservou os investimentos, não só os do PAC, mas também os planos plurianuais de Petrobras e da Eletrobras. A gente tem de reconhecer, sempre, a inestimável alavanca de sustentação dessas políticas representada pelo BNDES - e por outros bancos oficiais - e que a política industrial, o Plano Brasil Maior há pouco anunciado pelo governo se constitui em uma "primeira resposta" para aumentar a comptetividade.

"É impossível - conclui - imaginarmos que só com medidas cambiais e de juros vamos enfrentar a concorrência interacional. Temos que aumentar a competitividade, como aconteceu com setores de nossa indústria que conseguiram sobreviver, como brinquedos, móveis, têxteis, confecções...Isso é crédito barato, é BNDES".

Boa parte da minha palestra, aliás, está publicada na parte final da reportagem Dirceu descarta racha na base governista publicada hoje no jornal Valor Econômico.

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