Em uma hora a menos que o previsto, a tocha olímpica passou neste sábado pela capital da província do Tibete, Lhasa, em meio a um forte esquema de segurança.
Programado para durar três horas, o percurso da tocha foi acelerado pelas autoridades chinesas, que temiam possíveis protestos pela autonomia do Tibete.
O percurso de 11 quilômetros foi calmo, com a tocha sendo transportada por corredores diante de espectadores aparentemente escolhidos a dedo pelas autoridades.
Em março, ativistas tibetanos realizaram os maiores protestos pela autonomia da região em duas décadas e entraram em confronto com as forças de segurança e com imigrantes chineses da etnia majoritária han, que apóiam a posição do governo central.
Desde os protestos, a mídia internacional havia sido banida do Tibete, mas neste sábado repórteres de cerca de 30 meios de comunicação internacionais receberam a permissão para acompanhar a passagem da tocha por Lhasa.
Trecho sensível
O trecho percorrido neste sábado era considerado um dos mais sensíveis em todo o percurso internacional da tocha olímpica.
O revezamento da tocha foi iniciado em Norbulingka, o antigo palácio de verão do Dalai Lama, o líder espiritual do Tibete atualmente no exílio na Índia.
A passagem da tocha por Lhasa era considerada importante para o governo central em Pequim, que pretendia demonstrar que o Tibete é uma parte integrante da China.
Após a passagem pelas ruas da cidade, a tocha foi levada para o palácio Potala, tradicional sede dos governantes do Tibete, para uma cerimônia de encerramento.
Segundo as autoridades, a planejada passagem da tocha pelo Tibete durante três dias foi encurtada para apenas um por causa de ajustes provocados pelo grande terremoto do mês passado na província de Sichuan.