O dia 14 de janeiro é a data de aniversário de uma das mais recentes e fervorosas polêmicas do futebol brasileiro. O Corinthians é o legítimo - e por enquanto único - campeão mundial de clubes?
Tentar responder a essa pergunta entusiasma conversas nas mesas de bar e pode se estender por horas consecutivas, nos argumentos de fanáticos alvinegros e seus rivais. E até para profissionais do futebol um veredito para essa conversa ainda está longe de ser encontrado.
Para Júnior, Casagrande e Serginho Chulapa, os corintianos têm o direito de festejar o Mundial conquistado sobre o Vasco em 2000, em pleno estádio do Maracanã, e que completa quatro anos nesta quarta-feira. Mas ainda não podem dizer que o ganhador da partida realizada no Japão, entre o vencedor da Copa Libertadores e da Copa dos Campeões, não seja um legítimo campeão do mundo.
"O Corinthians é campeão mundial, mas não passou por um processo como é a Libertadores. Esse é o caminho mais difícil. Quem vence no Japão é duas vezes campeão mundial", afirma o ex-atacante Serginho Chulapa.
Outro a valorizar a partida decisiva no Oriente é o ex-jogador do Corinthians, Casagrande. Para ele, a falta de outro Mundial organizado pela Fifa é o principal motivo que leva à valorização do jogo decisivo no Japão. "O Corinthians é campeão mundial e não tem nada a ver com o fato de a Fifa não ter organizado outro Mundial. Mas o jogo no Japão tem mais crédito, porque acontece todo ano e os times se preparam para isso", analisa.
Júnior, hoje dirigente do Flamengo, considera-se campeão mundial pelo Flamengo em 1981, depois de erguer a taça no Oriente. "Acho que essa partida tem mais representatividade. Mas isso não diminui a importância do título do Corinthians, que ganhou um torneio organizado pela Fifa", pontuou.