Rio de Janeiro, 03 de Agosto de 2026

Tiro que atingiu estudante foi disparado por um policial

O tiro que atingiu a estudante Luciana Gonçalves Novaes, de 19 anos, no dia 5 de maio na Universidade Estácio de Sá foi disparado por um policial que estava dentro do campus. As informações são da Secretaria de Segurança Pública, obtidas pelos responsáveis pelo inquérito. (Leia Mais)

Quinta, 15 de Maio de 2003 às 06:08, por: CdB

O tiro que atingiu a estudante Luciana Gonçalves Novaes, de 19 anos, no dia 5 de maio na Universidade Estácio de Sá foi disparado por um policial que estava dentro do campus. As informações são da Secretaria de Segurança Pública, obtidas pelos responsáveis pelo inquérito. O nome do policial não havia sido informado até a noite de quarta-feira, assim como ainda não foi revelado se ele pertence à Polícia Militar ou Civil. A investigação aponta que o policial vestia trajes civis e baleou a estudante por engano enquanto tentava atirar em um traficante do morro do Turano que havia invadido o campus. Outra dúvida que ainda persiste é se o policial trabalhava no campus como segurança ou se investigava tráfico de drogas na universidade. A polícia não descarta a possibilidade de que ele esteja sendo protegido pelos encarregados do sistema de segurança do campus. A suspeita foi confirmada na quarta-feira com a descoberta da Polícia Civil de que pelo menos dez minutos de imagens do circuito interno foram eliminadas dos discos rígidos entregues à Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Os trechos mostram o exato momento em que a estudante foi baleada. Para os investigadores, as imagens devem ter sido eliminadas porque mostravam o autor do disparo. Na opinião do chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins , o desaparecimento das imagens foi uma "manobra grosseira e infantil" e uma tentativa de "preservar a atividade de segurança do local que poderia estar sendo feita de maneira irregular". Pela noite a Polícia Civil também informou que outras duas fitas da universidade sumiram. Segundo a polícia, as fitas continham imagens da sala do operador das câmeras de segurança e de uma tela que reunia as filmagens de todas as câmeras. Lins deu prazo até esta quinta-feira para que apareçam as imagens, e caso contrário, indiciará os diretores da universidade e da empresa Telesegurança - responsável pelas câmeras - por fraude processual.

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