O tio da adolescente de 15 anos, única sobrevivente da família que morreu envenenada em Campinas (a 95 quilômetros de São Paulo), declarou em depoimento à Polícia Civil que a garota lhe contou que estava sendo agredida e abusada sexualmente pelo pai, o médico Hudson Carvalho.
O advogado Daniel Keleti, contratado pela família para acompanhar as investigações da polícia, disse que a família descarta essa possibilidade, porque não há provas que sustentem isso. Segundo Keleti, o tio da adolescente, Lincoln Carvalho, contou à polícia que o fato ocorreu em outubro do ano passado. Na ocasião, a menina fugiu da casa dos pais e foi para o Rio de Janeiro fazer um teste para atriz. Como não conseguiu, foi para a casa do tio.
- Ele [Lincoln] afirmou à polícia que acolheu a menina em sua casa no Rio de Janeiro. Lá, a garota contou que sofria abusos do pai e também espancamentos - disse.
Os parentes, diz Keleti, pediram explicações ao pai da garota, que negou as acusações.
- Ela fez uma consulta psicológica e acompanhamento médico com ginecologista. Nada foi constatado. A família não considera essa possibilidade - afirmou o advogado, que acompanhou os depoimentos.