A primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, ainda figura nas listas de pessoas com ordens de captura nos serviços informáticos da Interpol, disse, nesta quinta-feira, o chefe do Escritório Nacional Russo do órgão policial internacional, TYimur Lajonin..
- Por enquanto o órgão que lavrou a ordem de busca e captura, a Procuradoria da Rússia, considera que o caso não está fechado, dita ordem não foi revogada das estruturas da Interpol - disse Lajonin.
O chefe em função do escritório ucraniano da Interpol, Kiril Kúlikov, afirmou, nesta quarta-feira, em Kiev o contrário: que o nome de Timoshenko foi eliminado das listas internacionais de pessoas procuradas pela lei.
O presidente russo, Vladimir Putin, fez um convite a Timoshenko durante a reunião de ambos em 19 de março em Kiev, segundo esta.
Timoshenko suspendeu ontem a visita de trabalho a Moscou, que começaria nesta sexta-feira depois que o procurador-geral da Rússia, Vladimir Ustinov, declarou que segue aberto o caso penal que a justiça russa investiga e no qual Timoshenko figura.
Em declarações terça-feira ante uma comissão do Senado russo, Ustinov falou implicitamente que não deteria a primeira-ministra ucraniana durante sua estadia em Moscou, já que afirmou que a visita se desenvolveria de acordo "com o protocolo e as normas internacionais".
Segundo a procuradoria geral da Rússia, Timoshenko está envolvida em um caso de suborno a altos chefes militares russos.
No ano passado ela foi citada a declarar no caso, mas se negou a comparecer.
- Quando às vésperas da primeira visita da primeira-ministra à Rússia o procurador faz esse tipo de declarações estamos, pois, ante um escândalo diplomático, diante de um escândalo internacional - disse o ministro da Economia da Ucrânia, Serguei Teriojin.