Um tribunal de Timor Leste emitiu nesta segunda-feira um mandato de prisão na segunda-feira contra o ex-chefe do Exército indonésio Wiranto, que concorre à Presidência, citando crimes contra a humanidade cometidos em 1999, quando o país se separou da Indonésia.
Mais de 1.000 pessoas morreram nos sangrentos confrontos na época. As mortes foram atribuídas a milícias pró-Jacarta, apoiadas por integrantes do Exército indonésio.
O mandato foi expedido mais de um ano depois de Wiranto ser indiciado por promotores da Unidade de Crimes Graves de Timor Leste e menos de um mês após ele obter a indicação presidencial do partido Golkar. O Golkar foi o vencedor nas eleições parlamentares da Indonésia, em 5 de abril.
Wiranto nega ter cometido qualquer violação aos direitos humanos e diz que um painel jurídico indonésio o inocentou de tais acusações.
A acusação foi feita contra Wiranto em fevereiro de 2003, por "responsabilidade pelo assassinato, deportação e perseguição cometidos no contexto de um ataque sistemático e difundido contra a população civil de Timor Leste".