Os eleitores do Timor Leste compareceram às urnas nesta segunda-feira) para escolher um novo presidente para o país mais novo do planeta, afetado pela pobreza e a violência. Apesar do clima de preocupação e do temor de atos violentos, não foram registrados incidentes durante o dia. Um total de 504 centros estabelecidos para o pleito concluiu seus trabalhos às 16h (4h, em Brasília).
As nove horas de atividade eleitoral foram supervisadas por cerca de dois mil observadores nacionais e mais de 200 internacionais, liderados pela União Européia.
O problema observado nesta segunda-feira foi a escassez de cédulas por causa da forte participação, o que provocou uma situação de emergência, já que muitos eleitores não conseguiram votar, segundo a comissão eleitoral.
- Há uma situação de emergência em todos os distritos por causa das longas filas que ainda existiam quando acabaram as cédulas de votação -, afirmou Martinho Gusmão, porta-voz da comissão eleitoral nacional.
A Administração Técnica para a Secretaria Eleitoral (STAE), que ajuda na gestão do processo de votação, explicou que respondeu às necessidade de cédulas adicionais em alguns locais, com a ajuda da missão das Nações Unidas.
Dois helicópteros da ONU e um terceiro da força de manutenção da paz realizaram quatro intervenções rápidas para solucionar problemas de falta de cédulas, informa um comunicado da STAE.
O comunicado diz que "devido a um dia eleitoral pacífico e de êxito, observamos um índice de participação elevado".
Timor Leste: eleição termina em clima de tranquilidade
Segunda, 09 de Abril de 2007 às 14:21, por: CdB