A maior e mais antiga rivalidade do Estado terá um capítulo derradeiro neste sábado. Corinthians e Palmeiras, rivais há 88 anos, definirão quem chegará à final do Campeonato Paulista. Porém a importância da partida, que será disputada no Estádio do Morumbi, às 18h, tem um significado diferente para cada equipe. Em caso de triunfo, o Timão manterá a sua seqüência de bons resultados e ganhará ainda mais força para a disputa da Copa Libertadores, antigo sonho alvinegro. Para o Palmeiras, eliminar o arqui-rival e voltar a disputar um título, após quase dois anos e três meses (a última oportunidade aconteceu em dezembro de 2000, na final da Mercosul - Vasco campeão), seria a redenção definitiva. "Encaramos este duelo como o jogo de nossas vidas", afirmou o técnico Jair Picerni, que luta para resgatar a auto-estima do elenco. "Se eliminarmos o Corinthians, teremos tranqüilidade total". Desde que chegou ao Parque Antarctica, Picerni decretou que o Palmeiras tem a obrigação de voltar à sua fase vitoriosa o quanto antes. O rebaixamento à segunda divisão do nacional deixou profundas seqüelas. Embora o campeonato nacional da Série B ainda não tenha começado, o Estadual, de acordo com Picerni, é um excelente começo. "A classificação seria tão importante quanto o título. Precisamos disso e temos totais condições de reverter o quadro". No entanto, o Timão não parece disposto a diminuir o sofrimento do alviverde. Muito pelo contrário. No Parque São Jorge, a rivalidade está aflorada e a intenção é afundar o Palmeiras. "O momento deles é delicado. Mas temos um compromisso profissional e os torcedores depositam suas fichas na gente. Não queremos decepcioná-los", avisou Vampeta, que emendou. "Somos os favoritos". O pentacampeão baseia-se nas regras da competição. Por ter feito uma melhor campanha, o Corinthians joga por dois resultados iguais. Na primeira partida, quarta-feira, os times empataram por 2 x 2. Respeito Apesar da boa vantagem, todos no Timão respeitam muito o Palmeiras. "Eles provaram que, independente da divisão, continuam fortes. Sentimos isso no último encontro", resumiu Fábio Luciano, lembrando que o adversário começou bem o clássico e abriu 2 x 0. "Falhar diante de um time habilidoso e veloz pode ser fatal. Precisamos acertar a marcação e não deixar o Palmeiras jogar", disse Geninho. Apesar do Palmeiras precisar da vitória para disputar a taça, o treinador não acredita que o rival se lance ao ataque. "Farão isso se não conseguirem o resultado faltando 10 minutos para acabar a partida. Eles não precisam golear e por isso atacarão com responsabilidade". Desfalques Ambas as equipes entrarão em campo sem força máxima. Fabinho recebeu o terceiro amarelo e será substituído por Fabrício. A boa notícia fica por conta de Gil, que após quatro rodadas, reassume a posição. No Palmeiras, o drama é infinitamente maior. Picerni não terá, simplesmente, nenhum zagueiro. Ìndio e Leonardo estão suspensos. Denis, Gustavo e Glauber continuam contundidos. Além deles o volante Magrão,que fraturou dois dedos da mão direita, também está fora. O consolo é o retorno de Claudecir, que cumpriu suspensão. CORINTHIANS x PALMEIRAS Data: 08/03/2003 (sábado) Horário: 18h Local: Estádio do Morumbi (São Paulo) Transmissão: SBT, ESPN Brasil e Sportv Arbitragem: Corinthians Doni; Rogério, Fábio Luciano, Ânderson e Kleber; Fabrício, Vampeta e Jorge Wagner; Leandro, Liedson e Gil Técnico: Geninho Palmeiras Marcos; Neném, Claudecir, Everaldo (Adãozinho) e Marquinhos; Adãozinho, Correa, Zinho e Pedrinho; Muñoz e Thiago Gentil Técnico: Jair Picerni