Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Thomaz Bastos negocia data para depoimento no Senado

Pressionado pelas últimas reportagens sobre a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, negocia com o Senado o comparecimento ao Congresso para esclarecer o seu envolvimento e o de seus assessores no episódio. (Leia Mais)

Segunda, 10 de Abril de 2006 às 11:37, por: CdB

Pressionado pelas últimas reportagens sobre a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, negocia com o Senado o comparecimento ao Congresso para esclarecer o seu envolvimento e o de seus assessores no episódio. Nesta segunda-feira, Bastos enviou carta ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pedindo que seja ouvido antes do feriado da Páscoa. No domingo, ele já havia dito a Renan que concederia uma entrevista coletiva caso o depoimento espontâneo não fosse marcado até quarta-feira.

No fim de semana, a imprensa publicou reportagens dizendo que Bastos teria ajudado na elaboração da defesa do então ministro da Fazenda Antonio Palocci. A Polícia Federal acredita que partiu de Palocci a ordem para que fosse quebrado o sigilo bancário de Francenildo, que contradisse o ex-ministro na CPI dos Bingos. Além do caso do vazamento, a última pesquisa DataFolha e uma nova sondagem do instituto Sensus sobre a disputa presidencial devem concentrar as atenções políticas nesta semana.

Divulgada no fim de semana pela Folha de S.Paulo, a pesquisa mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a vantagem sobre o principal candidato da oposição, o tucano Geraldo Alckmin. Lula tem 40% das intenções e Alckmin 20%. Já o pré-candidato do PMDB, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho, cresceu de 12% para 15%. No Congresso, a semana será de poucos trabalhos, em função da proximidade dos feriados da Páscoa, mas os deputados podem tentar votar a medida provisório que dá isenção tributária aos investidores estrangeiros na compra de títulos.

Enquanto a CPI dos Bingos e o Conselho de Ética não têm depoimentos marcados, a CPI dos Correios, que teve seu fim anunciado na semana passada, receberá a palavra final de Renan Calheiros após avaliar o recurso do PT. No plenário do Congresso existe ainda a possibilidade de o Orçamento da União ser votado.

Os principais fatos da semana:

Segunda-feira

* Alckmin está em Teresina (PI) participando da oficialização da aliança entre PSDB e PFL para a disputa do governo do Estado. À tarde, segue para Brasília onde se reunirá com membros da executiva nacional do PSDB.

* À noite, o presidente Lula participa, em São Paulo, da cerimônia de encerramento do Campeonato Paulista de futebol deste ano.

* O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MT), envia o relatório final à presidência do Senado, à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Terça-feira

* Divulgação da pesquisa Sensus sobre a sucessão presidencial e o desempenho do governo do presidente Lula. Foi realizada entre os dias 3 e 6 deste mês. A enquete é encomendada pela CNT.

* A votação do Orçamento de 2006 está prevista para sessão marcada para as 11h no Congresso Nacional. A expectativa, no entanto, é que a oposição obstrua os trabalhos.

* A presidente do Chile, Michelle Bachelet, é recebida pelo presidente Lula e em sessão solene no Senado.

* O Conselho de Ética se reúne para discutir a renúncia de alguns de seus membros, anunciada na semana passada. A escolha do novo relator do processo do deputado José Janene (PP-PR) também deve estar na pauta.

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