Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2026

Theatro Municipal do Rio cria concertos para a hora do rush

O Theatro Municipal inaugura no dia 13 de junho, quarta-feira, um novo horário em sua programação: concertos às 19h, com a formação quase camerística da orquestra. A proposta da instituição é apresentar ao público carioca uma alternativa mais agradável do que o trânsito intenso da hora do rush. O concerto de abertura deste novo horário é considerado "leve", com obras alegres e representativas. (Leia Mais)

Sábado, 09 de Junho de 2007 às 10:30, por: CdB

O Theatro Municipal inaugura no dia 13 de junho, quarta-feira, um novo horário em sua programação: concertos às 19h, com a formação quase camerística da orquestra. A proposta da instituição é apresentar ao público carioca uma alternativa mais agradável do que o trânsito intenso da hora do rush. O concerto de abertura deste novo horário é considerado "leve", com obras alegres e representativas. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com cerca de 40 músicos, executará, sob a regência do maestro Guilherme Bernstein, composições de Rossini, Alberto Nepomuceno, Sibelius e Schubert.

- Espero que o público goste dessa proposta de horário, com um concerto mais curto. A idéia é oferecer arte e entretenimento com um repertório que não deixa nunca de ser artístico e profundo, mas tendo um ar mais leve, adequando a um final de tarde, início de noite. A orquestra um pouco menor, com formação clássica à frente da cortina, tem o tamanho perfeito para essas obras. Cria uma certa intimidade, mais junto ao público. Este será o primeiro concerto de uma série, que veio para pontuar o meio da semana -explica o maestro Guilherme Bernstein.

O programa e seus compositores

Gioacchini Rossini era um mestre em óperas cômicas e a abertura da obra "L''Italiana in Algheri" é um excelente exemplo dessa alegria. De acordo com o consagrado escritor Stendhal, a música de Rossini "é capaz de fazer esquecer toda a tristeza do mundo".

Alberto Nepomuceno é tido como o pai do nacionalismo na música erudita brasileira. Ele restaurou obras do compositor Padre José Maurício Nunes Garcia, apoiou compositores populares como Catulo da Paixão Cearense, e foi um dos maiores incentivadores de Heitor Villa-Lobos. "Suíte Antiga" está entre a música mais ligeira e a romântica.

Jean Sibelius é um dos mais famosos compositores escandinavos e sua obra é exemplo da transição entre o romantismo e as novas tendências. Suas melodias estão impregnadas do folclore, paisagens, história e mitologia da Finlândia e "Valsa Triste" é sua peça mais famosa, uma valsa lenta, com ar melancólico, beirando o sentimental que prepara o público para o grande encerramento com Schubert.

Schubert marca a transição do período clássico para o romântico. Seu estilo é imaginativo, lírico e melódico e a obra em questão, a "Quinta Sinfonia em Si bemol (D.485)", romântica e apaixonada, possui um brilho e frescor comparáveis à obra de Mozart.

ROTEIRO

Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal Regência: Guillherme Bernstein

PROGRAMA: Abertura de "L´italiana in Algeri", de Rossini
"Suíte Antiga Op. 11 - de Alberto Nepomuceno
"Valsa Triste", de Jean Sibelius
"Quinta Sinfonia em Si Bemol (D.485), de Schubert
Duração: 60 minutos
DATA: 13 de junho, quarta-feira, às 19h
LOCAL: Theatro Municipal - Pça Floriano, s/nº. Telefone (21) 2299-1711
Capacidade: 2.361 lugares PREÇOS: Frisas/Camarotes: R$ 120,00 (6 lugares)
Platéia e Balcão Nobre: R$ 20,00
Balcão Simples: R$ 10,00
Galeria: R$ 5,00

Vendas pela bilheteria ou Ticketronics www.ticketronics.com.br

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