Em destaque nas páginas de Economia do diário inglês The Guardian, uma matéria estampa a notícia de que dois irmãos de São Paulo estão promovendo uma "revolução nas empresas aéreas de baixo custo" que está se espalhando pela América Latina. Segundo o jornal, a empresa aérea BRA, dos irmãos Folegatti, viu suas vendas explodirem nos últimos anos e já detém 6,3% do mercado doméstico. No ano passado, a companhia transportou 1,6 milhão de passageiros - 80% a mais do que em 2003.
Segundo Walter Folegatti, a idéia da empresa é criar um novo mercado ao "popularizar" as viagens aéreas "num dos países mais desiguais do mundo".
- Qualquer ser humano, não importa o quão humilde ou o quanto tenha estudado, preferiria viajar por três horas ao invés de três dias - disse ele ao jornal.
De acordo com o Guardian, o mercado para viagens aéreas de baixo custo no Brasil nasceu em 2001 com o lançamento da Gol, que já opera 430 vôos diários, incluindo rotas para outros países da América do Sul.
No caso da BRA, que começou a operar como companhia aérea regular em novembro, são 632 vôos mensais. A frota da companhia cresceu de um avião, há quatro anos, para os atuais dez. Segundo o Guardian, os planos da "empresa aérea que mais cresce hoje no Brasil" é conseguir até o ano que vem autorização para operar vôos regulares para Grã-Bretanha, Itália, Portugal, Espanha e Holanda, atingindo um mercado potencial de 10 milhões de pessoas.