Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

<i>The Economist</i>: Lula combina popularidade com impotência

Sexta, 21 de Dezembro de 2007 às 11:44, por: CdB

A revista britânica The Economist, na sua edição desta semana, afirma que o fim da CPMF – aprovada pelo Senado brasileiro – foi a maior derrota do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em artigo chamado "O cheque volta", a revista afirma que o governo mantém uma "estranha combinação" de alta popularidade de Lula com "impotência" do governo. Para a revista, dois fatores explicam essa combinação.

Primeiro, o fato de poucos presidentes conseguirem maioria no Congresso e de que Lula precisa usar "corporativismo" para construir uma coalizão e negociar com a oposição.

"Lula não faz nenhuma dessas coisas particularmente bem. Seu governo deu empregos demais para o próprio partido de Lula, o PT, e para o maior aliado, o PMDB, um partido gelatinoso cuja filosofia principal é rastejar em direção ao poder e depois exigir recompensas pelo seu apoio", afirma o artigo.

O segundo fator que, segundo a revista, explica a combinação de "popularidade e impotência" do governo é a expansão da economia e da arrecadação, "que faz o argumento em favor de mais impostos ficar mais difícil".

Para a revista, o fim da CPMF "é uma perda, mas não é um desastre para o governo". No entanto, a decisão poderia fazer com que investidores internacionais desistissem de elevar o grau de investimento dos papéis da dívida do Brasil.

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