Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

<i>The Economist</i> diz que governo Lula sofre de inércia moral

Sexta, 29 de Junho de 2007 às 09:02, por: CdB

A revista The Economist diz, na edição publicada nesta quinta-feira, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "parece atolado em torpor" em sua reação aos escândalos que têm estampado as manchetes dos jornais. A publicação ainda diz que um dos motivos da satisfação popular com o presidente é o crescimento do poder econômico dos mais pobres.

Em artigo intitulado Lazy, Hazy Days for Lucky Lula (algo como Dias Preguiçosos e Quentes para o Sortudo Lula, em português), a Economist afirma que a reação do governo a grandes fatos que estão nos jornais é "tardia e atrapalhada".

Um exemplo disso seria a crise nos aeroportos. O artigo cita a frase da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que sugeriu que as pessoas atingidas por atrasos nos vôos deveriam "relaxar e gozar", e diz que o governo despediu 14 controladores de vôo no dia 22 de junho, mas deveria ter feito isso "meses atrás".

A revista acrescenta, no entanto, que, apesar da demora e do fato de os jornais continuarem trazendo acusações contra aliados do presidente, Lula continua sendo "imensamente popular" para a maioria dos brasileiros, "menos interessados nas notícias da televisão do que na novela que vem depois delas".

Economia

A Economist diz que um dos motivos claros da satisfação popular com Lula é o desempenho da economia e o crescimento do poder econômico do brasileiro mais pobre, reflexo do real mais valorizado.

A revista diz que "de muitas formas, o Brasil está indo melhor do que foi em uma geração. A inflação é baixa e o crescimento econômico está subindo com firmeza".

O otimismo faz com que, segundo a revista, o governo esteja menos interessado em fazer reformas, especialmente a trabalhista. O artigo cita Franklin Martins, secretário de Imprensa da Presidência, que diz que essa reforma, no momento, "não é prioridade".

A publicação acredita que "isso pode resultar em uma economia medíocre, mas é uma política astuta. Até mesmo a oposição perdeu muito do seu impulso reformista".

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