Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Texto de Copenhague propõe corte de metade das emissões até 2050

O mundo deve reduzir pelo menos à metade as suas emissões de gases do efeito estufa até 2050, em comparação aos níveis de 1990, e os países ricos devem liderar esse processo, segundo o primeiro esboço da declaração final da conferência do clima de Copenhague. (Leia Mais)

Sexta, 11 de Dezembro de 2009 às 09:57, por: CdB

O mundo deve reduzir pelo menos à metade as suas emissões de gases do efeito estufa até 2050, em comparação aos níveis de 1990, e os países ricos devem liderar esse processo, segundo o primeiro esboço da declaração final da conferência do clima de Copenhague, divulgado nesta sexta-feira.

– As partes devem cooperar para evitar uma perigosa mudança climática –, diz o texto, proposto pelo maltês Michael Zammit Cutajar, que preside as negociações sobre as medidas de longo prazo a serem tomadas por todos os países, como parte da conferência de 7 a 18 de dezembro, que discute as linhas gerais de um novo tratado climático global.

A proposta oferece vários níveis de reduções globais das emissões de gases do efeito estufa, especialmente pela queima de combustíveis fósseis, que podem ser de 50, 85% ou 95% até 2050. Mais de 110 líderes mundiais devem discutir o assunto na cúpula de encerramento do evento, no dia 18.

Os números aparecem entre colchetes, significando que ainda não há acordo a respeito.

– As partes deveriam reduzir coletivamente as emissões globais em pelo menos (50/85/95) em relação aos níveis de 1990 até 2050, e deveriam assegurar que as emissões globais continuem a declinar a partir de então –, diz a proposta.

Para os países ricos, o texto sugere uma redução de 75% a mais de 95%, sempre para o período 1990-2050.

A proposta também contempla uma meta intermediária para 2020, que pode ser da ordem de 25-40%, ou até mesmo de 45%, sempre em relação aos níveis de 1990.

China, Índia, Brasil e outros países emergentes relutam em aceitar a meta de redução global das emissões pela metade até 2050, por temerem que isso restrinja o seu crescimento econômico. Por isso, exigem metas mais ambiciosas dos países ricos.

O texto diz que os países em desenvolvimento deveriam fazer um "desvio substancial" para reduzir o crescimento das suas emissões até 2020, ou que reduzam esse aumento em 15-30% em relação aos níveis atualmente previstos.

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