Testes científicos levaram as agências de inteligência norte-americanas e cientistas do governo a concluírem, com grande probabilidade de acerto, que a Coréia do Norte vendeu urânio processado para a Líbia, afirmou o New York Times em seu site na terça-feira, citando autoridades com acesso à inteligência.
O jornal disse que conclusão, que foi repassada a importantes autoridades do governo, desencadeou uma caçada para determinar se a Coréia do Norte também vendeu urânio a outros países, incluindo o Irã e a Síria. Até agora, não há evidências de que essas outras transações aconteceram, informou a publicação.
A reportagem relata que a conclusão sobre a Líbia, parte de uma reunião confidencial descrita para o diário, poderia alterar o debate de Washington sobre o tamanho da ameaça nuclear da Coréia do Norte.
Há nove meses, disse o jornal, inspetores internacionais obtiveram a primeira evidência de que a Coréia do Norte poderia ter passado à Líbia quase duas toneladas de hexafluoreto de urânio -- um material que pode ser colocado em uma centrífuga nuclear e enriquecido para se tornar combustível de uma bomba.
A Líbia entregou uma grande quantidade do material, altamente tóxico, aos Estados Unidos, quando desmantelou seu programa nuclear, em 2004.