A explosão de uma bomba nuclear na Coréia do Norte, em teste comunicado à comunidade internacional nas primeiras hora desta segunda-feira, têm gerado reações importantes na maioria dos países do mundo, inclusive naqueles que integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, dentre eles a China, a Rússia e os EUA. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também condenou duramente o teste nuclear e pediu reação firme dos países ao redor do mundo.
O teste "é uma ameaça contra a paz e a segurança mundial", disse o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer. Por seu turno, em coletiva de imprensa, o responsável pela diplomacia da União Européia (EU), Javier Solana, considerou o teste um "ato irresponsável" que ameaça a "estabilidade mundial".
Em declaração conjunta com Solana, Hoop Scheffer pediu "a reação mais firme da comunidade internacional". O Conselho Atlântico, a instância máxima de decisão da Otan, tem reunião extraordinária nesta segunda-feira para discutir a situação criada pelo regime norte-coreano. Solana insistiu na "preocupação" que o teste atômico tem causado nos países vizinhos. Ele não quis comentar a possibilidade de o teste animar o Irã no sentido de acelerar seu programa nuclear ou realizar testes com armas atômicas.
- Não quero entrar em comparações entre o que aconteceu na Coréia do Norte e o Irã - disse Solana.
Ele ressaltou que o acontecimento supõe "más notícias para o povo da Coréia do Norte" porque o governo "está gastando montes de dinheiro em algo que não o beneficia, enquanto o povo continua morrendo de fome".
'Descarado'
Em sua reação, a China afirmou que, desde o primeiro aviso norte-coreano sobre o ensaio nuclear, opôs-se firmemente ao teste, denunciando-o como "descarado". Os chineses exigiram que Pyongyang interrompa qualquer ação que possa piorar a situação:
"A República Democrática Popular da Coréia ignorou a ampla oposição da comunidade internacional e conduziu um teste nuclear descaradamente em 9 de outubro", disse o Ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado em seu site na Internet.
"O governo chinês se opôs firmemente a ele", afirma o comunicado.
Mais cedo, o encarregado-chefe do grupo de seis países que discutem a questão nuclear norte-coreana disse que não podia confirmar os relatos sobre o teste.
Chun Yung-woo, negociador-chefe da Coréia do Sul, fez seus comentários ao chegar a Pequim.