Teste feito com 31 brinquedos detectou a presença da substância ftalato nos produtos em volume superior ao permitido por lei. No entanto, disse o gerente de Informação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos Thadeu, com exceção de um brinquedo, os demais tinham o certificado de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Os brinquedos foram testados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo; a pedido do Idec. Dos 31 produtos, 17 eram feitos de PVC flexível e oito apresentaram quantidade de ftalato maior do que a permitida pela legislação brasileira.
O ftalato é um composto químico utilizado para amolecer e deixar o PVC mais resistente. Segundo Carlos Thadeu, se essa substância for ingerida por crianças, pode causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema reprodutivo.
Em setembro do ano passado, foi publicada a norma que restringe a utilização do ftalato nos brinquedos. O limite é de 0,1% da substância na composição de produtos feitos de PVC. Os fabricantes tiveram prazo até abril deste ano para se adaptar à nova regra. A pesquisa do IPT foi feita com amostras de brinquedos comprados no último mês de outubro, que apresentaram quantidades até 390 vezes maiores de ftalato que a permitida por lei.
Segundo Thadeu, os fabricantes e o Inmetro alegaram que os brinquedos foram fabricados antes da norma e estavam nos estoque das lojas. Para ele, em tal situação, os brinquedos deveriam ter sido recolhidos.
– Na nossa interpretação, isso seria um caso para recall [convocação aos consumidores para sanar falhas detectadas em produtos]. O consumidor não tem como saber quando foi fabricado o brinquedo, porque os brinquedos não trazem a data de fabricação – disse.
Carlos Thadeu sugere ao consumidor que evite comprar esse tipo de produtos.
– Se você vai dar um presente para uma criança de até 3 anos, evite dar um brinquedo feito de PVC flexível – aconselha.
Teste em brinquedos constata presença de substância prejudicial à saúde
Teste feito com 31 brinquedos detectou a presença da substância ftalato nos produtos em volume superior ao permitido por lei. No entanto, disse o gerente de Informação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos Thadeu, com exceção de um brinquedo, os demais tinham o certificado de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).(Leia Mais)
Domingo, 21 de Dezembro de 2008 às 08:20, por: CdB