O crescimento dos gastos do governo com pessoal e encargos entre 2002 e 2005 deve chegar a 23 bilhões de reais, mas o Tesouro nega descontrole e argumenta que nos últimos anos houve uma queda dessas despesas como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).
Essa relação saiu de 5,6 % em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, para 5,1 % em 2003 e 2004. Para este ano, a estimativa é de 5 %.
Já o número de servidores federais aumentou em 105.516 no período, para 2.150.822 --entre ativos, inativos e pensionistas. Do aumento total no número de servidores ativos nesse período, 53.531 são relativos ao Poder Executivo.
As informações constam de estudo do Tesouro divulgado nesta segunda-feira e que já havia sido prometido pelo secretário Joaquim Levy --em meio a críticas sobre o excesso de gastos.
"Independente da aceleração do crescimento do PIB em 2004, as despesas de pessoal têm se mantido estáveis a preços constantes", sustentou o Tesouro.
"A despesa tem apresentado pequenas flutuações na faixa dos 95 bilhões a 100 bilhões de reais a preços de 2005, ainda que em patamares superiores aos valores de 2000, em virtude de, entre outros fatores, uma série de decisões judiciais."
Os gastos com pessoal e as despesas com a Previdência Social são os gastos primários de maior peso feitos pela União.
O estudo mostrou também que de 2002 a 2004 a relação entre despesas líquidas com pessoal e Receita Corrente Líquida caiu de 31,88 para 30,25 %. A relação da despesa bruta com pessoal também diminuiu, de 37,16 para 33,83 %.