Rio de Janeiro, 19 de Fevereiro de 2026

Tesouro destaca aumento de 35% nos investimentos até agosto

Terça, 25 de Setembro de 2007 às 16:53, por: CdB

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin disse nesta terça-feira que a arrecadação do Governo Central em agosto, com crescimento inferior à de julho, deveu-se à sazonalidade de alguns tributos e já era esperada. Em entrevista, ele defendeu que "apesar de tudo, a meta do governo foi cumprida com bastante folga" – o resultado de R$ 3,6 bilhões em agosto foi inferior aos R$ 5,1 bilhões de julho.

Augustin destacou o crescimento de 35% nos investimentos do governo federal nos primeiros oito meses do ano, em relação a igual período em 2006. Até julho, esse crescimento havia sido de 23%.

— O Brasil está se adequando a um nível de investimentos do setor público muito maior e, ao mesmo tempo, cumprindo com folga seu objetivo de alcançar resultados primários elevados —, disse.

E lembrou que a área de infra-estrutura depende dos resultados da arrecadação, que deverá crescer "dentro do tempo programado".

Segundo o secretário, a meta para este ano do Programa Piloto de Investimentos (PPI), em torno de R$ 11,3 bilhões, poderá ser cumprida, embora nos últimos quatro meses só tenham sido aplicados R$ 2,2 bilhões – no ano passado, somaram R$ 1,3 bilhão.
 
— É preciso compreender que o Brasil está projetando investimentos de médio e longo prazo no Programa de Aceleração do Crescimento [PAC] e o importante é eles estão se acelerando —, disse.

A arrecadação do Governo Central envolve o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central (BC). O Tesouro arrecada mais, compensando os déficits da Previdência (com despesas maiores que receita) e do Banco Central – em agosto, o superávit do Tesouro foi de R$ 6,2 bilhões, enquanto a Previdência teve déficit de R$ 2,6 bilhões e o Banco Central de R$ 72,5 milhões.

O Governo Central arrecadou, nos primeiros oito meses do ano, R$ 395,020 bilhões e, em agosto, R$ 48,6 bilhões. No ano passado, foram R$ 351,4 bilhões e em julho deste ano, R$ 50,8 milhões.

O secretário informou ainda que a cota-parte de compensações financeiras relativa ao pagamento trimestral de royalties pela exploração de petróleo foi menor em R$ 1,7 bilhão. E que houve redução das despesas com pessoal, da ordem de R$ 1,4 bilhão. Em julho, devido ao pagamento de 50% do décimo-terceiro salário pelos órgãos do Poder Executivo, as despesas com custeio e capital haviam crescido, lembrou.

Segundo o relatório divulgado hoje, as despesas com benefícios previdenciários até agosto correspondem a 6,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em 2003 esses gastos equivaliam a 5,75% do PIB – um crescimento anual de 0,26 ponto percentual do PIB.

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