Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Tesouro autoriza venda de bônus da dívida pública para vencimento em 2025

Quarta, 03 de Setembro de 2014 às 10:25, por: CdB
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O Tesouro Nacional informou que concedeu nesta quarta-feira mandato para emissão de bônus soberanos do governo brasileiro
O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira que concedeu mandato para a reabertura de bônus denominado em dólares com vencimento em janeiro de 2025, na terceira emissão externa no ano. Segundo comunicado, a emissão será liderada pelos bancos Morgan Stanley, BTG Pactual e Citigroup. Após a emissão nos Estados Unidos e na Europa, o Tesouro fará uma divulgação parcial da operação ainda nesta quarta-feira, com a apresentação dos resultados consolidados na quinta-feira após a conclusão da emissão no mercado asiático. Segundo o IFR, um serviço da agência norte-americana Thomson Reuters, a estimativa de preço na reabertura de bônus do Brasil com vencimento em 2025 é de Treasuries mais 160 pontos básicos. Há US$ 3,5 bilhões em títulos soberanos do Brasil com vencimento em janeiro de 2025, com rendimento de 4,25% ao ano, de acordo com o IFR. A última emissão externa feita pelo governo brasileiro ocorreu em julho com a colocação do novo bônus Global 2045 nos mercados norte-americano, europeu e asiático no montante de US$ 3,55 bilhões, sendo US$ 3,5 bilhões nos mercados europeu e norte-americano e US$ 50 milhões no mercado asiático. Na época, a operação envolveu a recompra de US$ 2 bilhões em títulos da dívida externa que pagavam juros mais altos. O spread da emissão do Global 2045 – diferença entre o rendimento do título brasileiro e o oferecido pelo título de referência do Tesouro dos EUA – foi de 187,5 pontos básicos, no maior spread pago pelo governo brasileiro desde julho de 2009 para títulos de 30 anos, quando o Global 2037 foi lançado com spread de 195 pontos básicos. A primeira emissão externa do governo brasileiro neste ano ocorreu em março com o Global Euro 2021, que na ocasião teve spread de 165 pontos básicos acima do MidSwap de sete anos. O total emitido foi de 1 bilhão de euros. O governo lança títulos da dívida com o objetivo de captar recursos ou para traçar um parâmetro de juros para futuras emissões que possam atender tanto ao setor público quanto à iniciativa privada. A última operação do governo no mercado externo ocorreu em julho.
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