Por etnia karaiw / fora o pcdob 05/06/2011 às 11:23
- Povo Terena vítima de mais uma Ação Terrorista em Miranda; Pedras e Coquetéis Molotov Lançados Contra ônibus Escolar Lotado de Estudantes Indígenas do Período Noturno que Retornavam à Aldeia; Funai e Polícia Federal, Cùmplices do Holocausto Étnico se Omitem -
Vítimas do Ataque Terrorista em Miranda (MS) Em Estado Grave
- "Vi pessoas pegando fogo" diz indígena vítima de ataque em MS -
Na noite de sexta-feira (3), por volta das 23h00, um ônibus da frota do Transporte Escolar de Miranda, que faz o trajeto entre a área urbana e a Aldeia Babaçu (TI Cachoeirinha), servindo estudantes indígenas Terena do período noturno, foi vítima de Ação Terrorista. Milicianos a serviço da agroindústria atiraram um Coquetel Molotov na para-brisa dianteiro do lado direito do motorista. O atentado aconteceu na primeira entrada que leva à Aldeia Babaçu (parte do complexo TI Cachoeirinha). Com o impacto o para-brisa quebrou e a gasolina se espalhou pela parte dianteira do ônibus. Ao mesmo tempo diversas pedras foram atiradas nas janelas do lado direito, quebrando diversos vidros, inclusive os da porta.
O Terena Edivaldo Francisco Martins, de 29 anos, estava entre os passageiros do ônibus atacado coquetel na noite dessa sexta-feira (3) em Miranda, relatando que o fogo se alastrou rapidamente dentro do veículo. ?Ouvi um barulho e vi a fumaça. Pensei que era uma queimada na estrada. Quando vi o fogo, percebi que era dentro do ônibus?.
Na hora do ataque, havia cerca de 30 alunos ? adultos e adolescentes da etnia Terena do ensino médio, supletivos e cursinhos - no ônibus que fazia o trajeto diário entre o centro da cidade e as aldeias que ficam na zona rural. Adultos e adolescentes estavam no veículo. O ônibus se aproximava do acesso à Aldeia Babaçu quando foi atingido por pedras e garrafa com líquido combustível ? entrando passageiros em pânico. ?Não consegui ver nada direito. Todos tentavam quebrar as janelas ou arranjar algum lugar para sair em meio a toda a gritaria. Vi pessoas pegando fogo?, diz Edvaldo Terena.
A estudante Lurdivone Pires, de 28 anos, foi a última a sair das chamas. Ela teve a ajuda de Edivaldo, que ouviu gritos dentro do veículo e voltou para resgatá-la. A irmã, Lucivone, acompanhou a vítima que precisou ser transferida para a Santa Casa em Campo Grande, a cerca de 200 km de Miranda. ?Minha irmã ia terminar o ensino fundamental este ano. Agora, depois dessa tragédia, não sei se ela vai querer estudar ainda?, relata Lucivone Terena.
Entre os quatro hospitalizados em estado grave nos Hospitais de Campo Grande, o motorista Laércio Xavier Correia, de 27 anos, também da etnia Terena, é um dos que inspira mais cuidados. Sofreu queimaduras na cabeça, braços, tórax e pernas. Outro paciente permanece internado no hospital municipal de Miranda em estado gravíssimo ? não podendo ser transferido.
FUNAI e Polícia Federal se omitem, enquanto as polícias Civil e Militar do Estado de Mato Grosso do Sul afirmam contar com a ajuda das lideranças indígenas para apontar prováveis suspeitos: ?O clima na aldeia é de muita revolta e tensão, estamos todos chocados com o que aconteceu?, diz o cacique Adilson, da Aldeia Cachoeirinha. Cerca de 6 mil índios Terena vivem em Miranda, município que é palco de conflitos violentos entre indígenas e latifundiários, por conta das Retomadas nascidas da omissão do Governo Federal em demarcar e homologar o território constatado como Terra Indígena nos laudos dos órgãos competentes e na memória dos anciões. Não é raro, no Município, cabeças de gado pastando sobre cemitérios étnicos. No dia 19 de abril, conhecido fazendeiro comemorou efeméride anunciando nos bares do centro da cidade estar com meia centena de pistoleiros para desalojar comunidade Terena próxima. As polícias Civil e Militar, que soltaram nota oficial afirmando estar em ?busca dos autores?, ao longo da história do Município, demonstraram ter muita eficiência nas ações brutais e desproporcionais de Desocupação e na tarefa de criminalizar e prender indígenas. Recentemente, em solenidade da Polícia Militar do Estado, o Governador nascido na Itália, André Puccinelli (PMDB), ordenou força bruta contra as retomadas Terena em Sidrolândia ? e impedimento das atividades da imprensa durante ações policiais, o que viola a Constituição Brasileira - e destratou o presidente da Funai, supostamente o representante maior do indigenismo oficial do país, em solenidade pública (que se acovardou, não tendo peito sequer de defender o Kaiowá que chamou o governante de ?mentiroso? - sendo retirado do recinto).
Hoje, das 14 às 17 horas, na Praia de Ipanema, grande Mobilização Contra o Holocausto Ambiental Terrorismo e o Genocídio de Estado patrocinado pelo Governo "Desenvolvimentista" do Partido da Aceleração do Capitalismo (PAC), instalado hoje no Congresso e no Planalto, como maior expressão do seu desprezo pela diversidade étnica e ambiental e pela Vida no Planeta, a construção da Hidrelétrica de Belo Monte.
A mobilização serve para protestar igualmente contra a máquina genocida instalada na Funai e na Polícia Federal, a omissão e o cinismo criminosos do Ministério do Meio Ambiente e a instalação na Câmara Federal de Subcomissão de Hidrelétricas na Amazônia presidida pelo Deputado Genocida Zé Geraldo (PAC), que confrontou os protestos contra Belo Monte em Altamira (PA) e votou a favor do Código Florestal do PCdoB/PAC/UDR.
As manifestações ocorrerão HOJE nas grandes grandes capitais do país - ver quadro:
Manifestações contra Belo Monte, o Terrorismo e o Genocídio de Estado:
ATOS UNIFICADOS:
SP: http://www.facebook.com/event.php?eid=206368546068332
POA: http://www.facebook.com/event.php?eid=228986130460458
RIO: http://www.facebook.com/event.php?eid=217648318255080
SALVADOR: http://www.facebook.com/event.php?eid=123058481110678
ARACAJÚ: http://www.facebook.com/event.php?eid=175534165838542
BH: http://www.facebook.com/event.php?eid=213592842007699
Curitiba: http://www.facebook.com/event.php?eid
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