Rio de Janeiro, 28 de Março de 2026

Terror: Guerra no Iraque aumentou ameaça

Um relatório elaborado por agências de inteligência americanas concluiu que a guerra no Iraque fez crescer a ameaça do terrorismo em todo o mundo, de acordo com informações do jornal The New York Times. O diário americano publica na edição deste domingo uma reportagem sobre as conclusões que teriam sido incluídas no relatório confidencial Estimativa da Inteligência Nacional. (Leia Mais)

Domingo, 24 de Setembro de 2006 às 09:24, por: CdB
Um relatório elaborado por agências de inteligência americanas concluiu que a guerra no Iraque fez crescer a ameaça do terrorismo em todo o mundo, de acordo com informações do jornal The New York Times. O diário americano publica na edição deste domingo uma reportagem sobre as conclusões que teriam sido incluídas no relatório confidencial Estimativa da Inteligência Nacional.

O documento é produzido pelo Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, órgão que reúne 16 diferentes agências de espionagem americanas.

Segundo a reportagem, o relatório avalia que a guerra no Iraque foi a principal razão para a disseminação global da ideologia da jihad.

Por isso, diz o jornal, as agências de inteligência estimam que o conflito ajudou a estimular uma nova geração de radicalismo islâmico, que cresce com extrema rapidez.

Bin Laden

Outro trecho do relatório diz, segundo o New York Times, que a organização Al-Qaeda se expandiu, com novas células agora inspiradas pelo movimento islâmico radical, mas sem conexão direta com Osama Bin Laden.

O documento é a primeira avaliação completa sobre o terrorismo elaborado pelas agências de inteligência dos Estados Unidos desde a Guerra no Iraque.

A publicação da reportagem pelo The New York Times ocorre um dia depois do suposto vazamento, na França, de um outro relatório secreto.

No sábado, o jornal francês L'Est Republicain publicou a informação de que um memorando do serviço secreto francês dizia que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, teria morrido de tifo, em agosto, no Paquistão.

O presidente da França, Jacques Chirac, ordenou a abertura de um inquérito para investigar se houve, de fato, o vazamento de um documento sigiloso.

"A informação não está confirmada, de maneira nenhuma. Portanto, não posso fazer comentários", disse Chirac.

De acordo com a agência de notícias Reuters, funcionários dos serviços de inteligência americanos disseram que não há nenhuma razão para acreditar que as informações sobre a suposta morte de Bin Laden sejam mais críveis que rumores anteriores sobre sua morte.

O governo do Paquistão também disse não ter recebido informações que pudessem corroborar a reportagem do jornal francês.

Tags:
Edições digital e impressa