O governo declarou estado de emergência no sul do país. A Defesa Civil lançou um alerta vermelho e avisou que pode haver novos tremores durante os próximos dias.
Nas doze primeiras horas após o primeiro tremor, foram registrados mais de 140 tremores secundários na região próxima ao epicentro. Esses tremores assustaram a população, causando correria durante a madrugada.
Segundo o Centro de Estudos Geológicos dos Estados Unidos, o tremor de dois minutos, registrado às 18h40 (20h40 de Brasília) teve seu epicentro no mar, a 150 quilômetros ao sul da capital, Lima, próximo à cidade costeira de Chincha Alta.
Diversas casas desmoronaram e houve cortes no fornecimento de energia e nas linhas telefônicas.
Autoridades peruanas disseram que este foi o pior terremoto da história recente do país. O último terremoto a atingir a capital, Lima, ocorreu em 1974, quando um tremor que marcou 6,6 na escala Richter, deixou 78 mortos e 2.500 feridos.
Estado de emergência
Vários dos mortos estavam em um prédio que desabou na cidade de Ica, ao sul de Lima. O desmoronamento deixou mais de 70 feridos.
O presidente Alan García suspendeu as aulas em todo o país para que as autoridades possam avaliar possíveis danos estruturais nos prédios.
García afirmou que ele está enviando três integrantes do gabinete, incluindo o ministro da Saúde, para a região mais afetada pelo terremoto.
Ele também anunciou o envio de médicos e enfermeiras para apoiar os hospitais de Cañete, Chincha, Pisco e Ica, as quatro cidades mais afetadas pelo tremor e onde está a maioria dos feridos.
Os moradores dessa região se reuniram nos parques, em áreas abertas, sem edifícios por perto e longe do mar, para passar a noite.
Resgate
A cidade de Ica continua sem energia elétrica e os bombeiros trabalham para resgatar as vítimas dos escombros.
Para evitar o caos, os médicos peruanos, que estavam em greve, decidiram voltar ao trabalho por causa do número de ligações de emergência.
Mais cedo, foi lançado um alerta de tsunami para Peru, Chile, Equador e Colômbia, que foi, em seguida, cancelado.
De acordo com Barry Hirshorn, funcionário do Centro de Alerta de Tsunami do Oceano Pacífico, localizado do Havaí, o alerta foi cancelado porque não havia evidência de risco de tsunami